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Publicado em 10/08/2026, às 20h59 Lucas Figueiredo/CBF Jussier Lucas
Os clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro aprovaram, nesta segunda-feira (10), a adoção imediata de 10 novas regras no futebol brasileiro. As mudanças têm como principal objetivo reduzir a chamada “cera” e aumentar o tempo efetivo de bola em jogo.
A decisão foi tomada durante uma reunião que também discutiu o avanço das tratativas para a criação da Liga do Futebol Brasileiro. As novas medidas passam a valer imediatamente nas Séries A e B, na Copa do Brasil e no Campeonato Brasileiro Feminino A1.
Grande parte das alterações já havia sido testada durante a Copa do Mundo de 2026 e também deverá ser adotada por competições e ligas europeias. Entre as novidades, está uma regra que prevê a saída temporária de um jogador após atendimento médico do goleiro adversário em uma situação provocada por ele.
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Pela nova regra, quando o goleiro adversário precisar de atendimento médico após um lance envolvendo determinado jogador, o atleta deverá permanecer fora do campo por pelo menos um minuto antes de retornar à partida.
Outra mudança busca combater a demora na reposição de bola. O goleiro poderá permanecer com a bola nas mãos por, no máximo, oito segundos. Caso ultrapasse esse limite, a equipe adversária terá direito a um escanteio.
Algumas das medidas já estavam em vigor no futebol brasileiro desde o início de 2026. Agora, o conjunto de alterações passa a ser aplicado de forma mais ampla nas principais competições nacionais.
Segundo estimativa da Fifa, as mudanças podem acrescentar até 5 minutos e 49 segundos de tempo efetivo de jogo por partida. A expectativa é aumentar o período em que a bola permanece em disputa e reduzir paralisações consideradas desnecessárias.
As alterações fazem parte de um movimento para tornar as partidas mais dinâmicas e diminuir estratégias utilizadas para retardar o reinício do jogo.
Com a aprovação dos clubes, as novas regras já têm aplicação imediata nas competições abrangidas pela decisão.