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Publicado em 08/07/2026, às 19h24 Divulgação - Fifa Jussier Lucas
A Associação do Futebol Argentino (AFA) é alvo de uma investigação conduzida pelo FBI e pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos por suspeitas de lavagem de dinheiro e fraude bancária. A apuração ocorre enquanto a seleção argentina segue na disputa da Copa do Mundo de 2026 e envolve movimentações financeiras superiores a US$ 300 milhões realizadas por meio do sistema bancário norte-americano.
Segundo informações divulgadas pelo jornal argentino La Nación, promotores federais buscam reconstruir o caminho percorrido pelos recursos administrados pela entidade e verificar se parte das operações violou a legislação dos Estados Unidos. A investigação ganhou força após novas denúncias e documentos bancários apresentados às autoridades.
No centro da apuração está a empresa TourProdEnter LLC, que administrava contratos comerciais internacionais da AFA com patrocinadores e parceiros, incluindo acordos firmados com empresas como Adidas e Warner. De acordo com a documentação analisada, a companhia movimentou ao menos US$ 260 milhões em contas de bancos norte-americanos.
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As autoridades também investigam o destino de aproximadamente US$ 57 milhões que, segundo os documentos obtidos pelo La Nación, foram transferidos para empresas e beneficiários cujas operações ainda não tiveram justificativa econômica comprovada. O objetivo é identificar se houve irregularidades financeiras passíveis de responsabilização criminal.
A investigação é conduzida pelos promotores federais Patrick Gushue, Christopher Ting e Michael Berger, especializados em crimes financeiros. O FBI também ouviu o empresário Guillermo Tofoni, apontado como responsável pela denúncia que deu origem ao caso e crítico da estrutura financeira utilizada pela AFA nos Estados Unidos.
Segundo a imprensa argentina, a apuração também analisa a atuação do presidente da AFA, Claudio "Chiqui" Tapia, e do dirigente Pablo Toviggino. Até o momento, contudo, não há denúncia formal apresentada contra os dirigentes ou contra a entidade.
Paralelamente à investigação nos Estados Unidos, Tapia responde a outro processo na Argentina relacionado à suposta retenção indevida de contribuições previdenciárias e impostos. Ainda de acordo com o La Nación, ele foi autorizado pela Justiça argentina a viajar para acompanhar a seleção durante a Copa do Mundo após prestar fiança.
Até o momento, a Associação do Futebol Argentino e Claudio Tapia não se pronunciaram oficialmente sobre a investigação conduzida pelas autoridades norte-americanas. O caso permanece em fase preliminar, enquanto o FBI e o Departamento de Justiça seguem analisando documentos e ouvindo testemunhas.