Esportes
Publicado em 29/10/2026, às 09h10 Brunno Martins Lavínia Manso
A equipe Pipa VA’A, do Rio Grande do Norte, disputará o primeiro Campeonato Mundial oficial de surfe de canoa havaiana entre os dias 14 e 21 de novembro, na Praia do Sul, em Ericeira, Portugal. Além de representar o Brasil, o grupo participará de encontros para apresentar Pipa como candidata a receber a edição de 2028, em uma articulação liderada pelo festival esportivo Mana Fest.
Os representantes levarão uma carta de intenção do município de Tibau do Sul e uma carta de apoio da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur). Segundo os articuladores, a proposta foi recebida positivamente, mas a escolha da sede ainda está em aberto. A decisão é esperada após o Mundial deste ano.
A candidatura reúne como argumentos as condições naturais da Praia do Madeiro e da região do Abacate, a experiência na organização de competições e a estrutura de hospedagem, gastronomia e serviços turísticos do destino.
O Mundial será organizado pelo Ocean Club Ericeira e homologado pela Wa’a Surfing International Association (WSIA), associação internacional responsável pela modalidade. A participação brasileira contará com três equipes do Rio Grande do Norte, duas do Rio de Janeiro, uma do Espírito Santo e uma do Ceará.
A competição abriu inscrições internacionais e convidou equipes com histórico consolidado, sem realizar eliminatórias. Fundada em 2022, a Pipa VA’A reúne conquistas brasileiras nas categorias masculina e mista, incluindo os títulos mistos consecutivos de 2024 e 2025, obtidos durante o Mana Fest.
É uma satisfação imensa olhar para trás e ver que começamos do zero aqui em Pipa, como pioneiros de uma modalidade que hoje cresce no mundo. Representar o Brasil no primeiro Mundial de Wa’a Surfing é a realização de muitos anos de dedicação”, afirma Bruno Robles, fundador da Pipa VA’A e idealizador do Mana Fest.
A equipe viajará com Bruno Robles, responsável pelo leme, Rosário Ozollo, Michaela Bitarello, José Lucas Sabadini, conhecido como Pepe, e Miguel Bitarello Sabadini, de 7 anos. As provas serão disputadas em canoas com quatro remadores.
Miguel participará como reserva e poderá substituir Michaela ou Rosário quando as condições do mar permitirem sua entrada com segurança. Ele rema desde os 3 anos e já esteve nos circuitos brasileiros de 2024 e 2025.
Em 2024, o menino recebeu um reconhecimento como o atleta mais jovem da competição. No ano seguinte, integrou a formação mista campeã do Circuito Brasileiro, representando a renovação da modalidade em Pipa.
A articulação para sediar o Mundial pretende aproveitar a passagem por Portugal para apresentar a estrutura do Mana Fest à organização internacional. A expectativa é que uma edição em Pipa atraia atletas, equipes técnicas, acompanhantes e imprensa estrangeira, movimentando a economia e ampliando a visibilidade do estado.
Atleta da Pipa VA’A, empresária e presidente do Pipa Convention & Visitors Bureau, Michaela Bitarello destaca a relação entre a candidatura e a atração de eventos internacionais para o destino.
Pipa é um cenário incrível, muito consolidado, com excelente infraestrutura, que merece brilhar cada dia mais, com iniciativas como essa que fomentam toda a cadeia produtiva, gerando benefício para toda a comunidade”, destaca.
A viagem também servirá para convidar equipes internacionais para a quinta edição do Mana Fest, marcada para os dias 4 a 13 de dezembro de 2026, em Pipa. O festival reunirá competições de canoa havaiana e outras modalidades ligadas ao mar.
A organização informa que mantém uma parceria com a companhia aérea portuguesa TAP Air Portugal, com previsão de 10% de desconto nas passagens para atletas que vêm do exterior, conforme as condições da iniciativa. Apresentado como o festival que abre o verão em Pipa, o evento tem apoio da Empresa Potiguar de Promoção Turística (Emprotur) e da Prefeitura de Tibau do Sul.
O que mais me emociona é saber que isso vai além das nossas conquistas pessoais. Estamos construindo oportunidades que podem transformar a comunidade, movimentar a economia local, fortalecer o turismo e inspirar novas gerações”, resume Bruno.