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Esportes

Corte milionário às vésperas do Mundial: Veja em quanto a Fifa reduziu o orçamento da Copa 2026

A Fifa anunciou uma redução de mais de US$ 100 milhões no orçamento da Copa do Mundo de 2026, afetando áreas como segurança e logística  |  Reprodução/Freepik

Publicado em 10/03/2026, às 12h52   Reprodução/Freepik   Giovana Gurgel

A Fédération Internationale de Football Association (Fifa) decidiu reduzir em mais de US$ 100 milhões (cerca de R$ 523 milhões) o orçamento operacional da Copa do Mundo FIFA de 2026. A competição será realizada entre junho e julho nos Estados Unidos, Canadá e México.

A medida foi revelada pelo portal The Athletic, que citou fontes internas da entidade. Segundo a publicação, funcionários da Fifa que atuam na sede operacional do torneio, instalada em Miami, receberam orientação direta para reduzir despesas em diferentes áreas da organização.

Entre os setores afetados pelo ajuste estão segurança, logística, acessibilidade e proteção de eventos, áreas consideradas centrais para a realização do Mundial.

Orientação para reduzir gastos

De acordo com o relatório anual da Fifa referente a 2024, as despesas operacionais diretamente ligadas à organização da Copa estavam estimadas em US$ 1,12 bilhão. Considerando também premiações e operações relacionadas às transmissões televisivas, o orçamento total do torneio foi projetado em US$ 3,75 bilhões.

Fontes ouvidas pelo The Athletic afirmaram que parte desses valores passou a ser reavaliada após orientação da sede da entidade na Suíça para adoção de um controle mais rígido de gastos.

Apesar do corte, a previsão é de arrecadação recorde com o Mundial. Em entrevista à CNBC, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou que o torneio pode gerar mais de US$ 11 bilhões em faturamento.

Receitas bilionárias

Caso a projeção se confirme, a Copa de 2026 se tornará a edição mais lucrativa da história do futebol mundial. No planejamento financeiro do ciclo 2023 a 2026, a Fifa prevê arrecadar cerca de US$ 12,9 bilhões.

Segundo a entidade, aproximadamente US$ 11,67 bilhões devem ser destinados a programas de desenvolvimento do futebol ao redor do mundo.

A política de reinvestir mais de 90% das receitas no esporte é uma das justificativas apresentadas para o controle mais rigoroso das despesas operacionais.

Preços e críticas ao modelo

Mesmo com a expectativa de receitas bilionárias, críticos apontam que parte dos custos do evento pode acabar sendo transferida para cidades-sede e torcedores.

Os preços de ingressos já geram questionamentos. Entradas para alguns jogos da fase de grupos podem alcançar cerca de US$ 700, enquanto bilhetes para a final, em setores inferiores dos estádios, podem chegar a US$ 8.680.

Além disso, a Fifa cobra uma taxa de 15% tanto na compra quanto na revenda de ingressos feita por meio de sua plataforma oficial.

Custos nas cidades-sede

Outros valores associados ao evento também chamaram atenção durante o planejamento da Copa. O estacionamento nas proximidades do MetLife Stadium (Nova Jersey) pode custar cerca de US$ 225.

No SoFi Stadium (Los Angeles), o preço do estacionamento pode chegar a aproximadamente US$ 300.

A divisão de responsabilidades financeiras também gera debate. Pelos acordos firmados com cidades americanas que receberão jogos, a Fifa concentra receitas provenientes de ingressos, transmissões televisivas, patrocínios e concessões comerciais, enquanto governos locais assumem os custos de segurança pública.

Segurança e recursos federais

Nos Estados Unidos, o Congresso aprovou a destinação de US$ 625 milhões em recursos federais para apoiar as operações de segurança da Copa do Mundo.

O valor, no entanto, ainda não foi liberado devido à paralisação parcial do governo federal, que afeta o Department of Homeland Security (Departamento de Segurança Interna).

Em nota enviada ao The Athletic, a Fifa afirmou que revisões orçamentárias são comuns na preparação de grandes eventos e garantiu que os ajustes não irão comprometer a realização do torneio. Segundo a entidade, o sucesso operacional e aspectos essenciais como a segurança permanecem como prioridade.

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