Esportes
Publicado em 17/07/2026, às 07h57 Thais Magalhães/CBF Lavínia Manso
A realização da Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil deverá movimentar R$ 8,8 bilhões na economia nacional, gerar 73,7 mil empregos e produzir R$ 4,5 bilhões em renda. A projeção é de um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) elaborado para a Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), que aponta o torneio como um dos maiores eventos esportivos da história do país em impacto econômico.
A competição será disputada entre 24 de junho e 25 de julho de 2027 em diversas cidades brasileiras. Será a primeira vez que a Copa do Mundo Feminina será realizada na América do Sul.
Além da movimentação econômica, o levantamento estima uma arrecadação de R$ 928 milhões em tributos, impulsionada pelos investimentos na organização do evento e pelo aumento da circulação de turistas brasileiros e estrangeiros.
Segundo o estudo, cerca de R$ 4,7 bilhões deverão ser gerados pelos gastos dos visitantes durante a competição. Já os investimentos da Federação Internacional de Futebol (FIFA) e da estrutura operacional do torneio devem movimentar outros R$ 4,1 bilhões.
A pesquisa integra o Mapeamento do Potencial de Captação e Internacionalização de Eventos Esportivos no Turismo Brasileiro e destaca que a realização do Mundial fortalece a posição do Brasil como destino para grandes competições internacionais.
Na avaliação da FGV, o evento também amplia a visibilidade do país no exterior e fortalece o turismo esportivo como ferramenta para estimular o desenvolvimento econômico e atrair novos investimentos.
O estudo também destaca o potencial de crescimento do público feminino no futebol. As mulheres representam 48,61% dos turistas internacionais que visitam o Brasil, permanecem, em média, 11 dias no país e gastam cerca de US$ 1.317 por viagem, cenário considerado favorável para impulsionar o setor durante o Mundial.
Outro dado apontado pela pesquisa mostra que 72% das pessoas que nunca estiveram em um estádio de futebol são mulheres. Para a FGV, esse grupo representa um público com grande potencial de consumo ainda pouco explorado pelo mercado esportivo.
Além dos resultados econômicos de curto prazo, o estudo aponta que a Copa do Mundo Feminina de 2027 deverá deixar como legado o fortalecimento da modalidade no Brasil, a ampliação da projeção internacional do país e a consolidação do turismo esportivo como um importante motor para o crescimento econômico sustentável.