Esportes
Publicado em 18/07/2026, às 19h05 Foto: reprodução internet Ranyere Fonseca
A polêmica envolvendo a exibição de uma faixa polêmica com os dizeres “As Malvinas são Argentinas” pelos jogadores da seleção argentina, após a vitória sobre a Inglaterra na semifinal da Copa do Mundo, ganhou um novo capítulo. Andrew Giuliani, chefe da força-tarefa da Casa Branca junto à FIFA, defendeu publicamente o direito à liberdade de expressão dos atletas.
"Acreditamos nos nossos direitos da Primeira Emenda aqui nos Estados Unidos da América", destacou o porta-voz, referindo-se à garantia constitucional de livre expressão.
Apesar da defesa do princípio, o posicionamento da Casa Branca não significa um aval ao comportamento dos jogadores. Giuliani ponderou que, embora defenda o direito constitucional, apoia que a FIFA investigue o caso, especialmente após a pressão de diversas entidades. O episódio gerou um forte repúdio do Governo das Ilhas Malvinas, que classificou a atitude como uma tentativa de transformar o esporte em "futebol político" e solicitou que a entidade máxima do futebol aplique sanções disciplinares aos argentinos.
O governo local das ilhas, alvo histórico de disputa territorial, publicou uma nota oficial lamentando a postura da seleção: "Estamos desapontados, embora lamentavelmente não surpreendidos. O time de futebol da Argentina decidiu manchar o resultado da semifinal – um jogo que, de forma alguma, envolveu as Ilhas Malvinas". O comunicado reforçou ainda que o povo local não deseja ser utilizado como peça em disputas políticas internacionais.
Enquanto a polêmica sobre a semifinal ainda repercute nos bastidores, o foco do mundo do futebol se volta para o grande duelo decisivo. A Argentina, após superar os ingleses, entra em campo em busca de seu segundo título mundial enfrentando a Espanha, que eliminou a França na outra semifinal.
A partida que definirá o campeão da Copa do Mundo de 2026 acontece neste domingo (19). O confronto é aguardado com grande expectativa, reunindo duas das seleções mais sólidas do torneio, e promete ser o encerramento épico para esta edição sediada em conjunto por Estados Unidos, México e Canadá.