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Publicado em 26/02/2026, às 17h40 Eng Chin An/World Table Tennis Malu Machado
A parceria brasileira formada por Hugo Calderano e Bruna Takahashi alcançou um feito inédito para o tênis de mesa ocidental nesta quinta-feira (26). Ao avançarem para a decisão do WTT Grand Smash de Singapura, eles se tornaram a primeira dupla não asiática na história a garantir presença na final deste prestigiado torneio.
Os torneios Smash são o nível máximo da modalidade, equivalentes aos Grand Slams do tênis, e distribuem 4 mil pontos no ranking aos campeões. Até hoje, apenas duplas chinesas haviam conquistado o título desta competição.
O apelido carinhoso dado pela torcida acompanhou a dupla em uma campanha impecável. Na semifinal de hoje, os brasileiros bateram a parceria número 4 do mundo, Wong Chun Ting e Doo Hoi Kem (Hong Kong), por 3 sets a 1 (parciais de 9-11, 11-8, 11-9 e 11-8).
Antes disso, o casal já havia despachado os egípcios Oussef Abdelaziz e Mariam Alhodaby (3 a 2) e os indianos Manush Shah e Diya Chitale (3 a 0).
O desafio final será contra os atuais líderes do ranking mundial: os sul-coreanos Jong-hoon Lim e Yubin Shin, que conquistaram o bronze nos Jogos Olímpicos de Paris 2024.
Além da final de duplas, Hugo Calderano terá um compromisso decisivo na chave de simples. Às 2h30 da manhã (horário de Brasília) desta sexta (27), o número 2 do mundo enfrenta o chinês Chen Yuanyu (30º do ranking) pelas oitavas de final.
O sucesso de Hugo Calderano e Bruna Takahashi em Singapura não é fruto apenas de treinamentos intensos, mas também de uma parceria de vida. O casal, que mantém um relacionamento discreto longe dos holofotes, assumiu o romance publicamente no início de 2024, após anos de amizade e convivência no circuito mundial de tênis de mesa.
Para os fãs, a união dentro e fora das quadras explica o entrosamento quase telepático da dupla durante as partidas. Enquanto Hugo brilha como o número 2 do mundo no masculino, Bruna é a principal referência do tênis de mesa feminino no Brasil. Juntos, o casal de ouro do esporte brasileiro prova que o amor pode ser um combustível extra na busca por títulos inéditos.