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Publicado em 01/08/2026, às 19h05 Foto: GettyImages Ranyere Fonseca
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, anunciou oficialmente o cancelamento do projeto de privatização da gestão comercial das competições organizadas pela entidade, incluindo a Copa do Mundo. A decisão foi confirmada após uma onda de rejeição e ameaças de boicote por parte das principais confederações continentais e federações associadas, que se opuseram em bloco à medida.
O plano previa a criação da Fifa Forward Enterprise (FFE), uma subsidiária de capital aberto avaliada em US$ 20 bilhões (cerca de R$ 102 bilhões). A entidade pretendia vender até 20% das ações para investidores privados, arrecadando cerca de US$ 4,2 bilhões sob a promessa de redistribuir R$ 100 milhões para cada uma das 211 associações membros nos próximos anos.
Apesar do apelo financeiro, a proposta gerou forte reação negativa no meio esportivo, sendo acusada de elitizar o futebol e entregar a gestão comercial dos maiores torneios do planeta ao capital privado. Em nota oficial, Infantino admitiu que a iniciativa causou divisões irreversíveis.
"O projeto foi concebido para fortalecer as associações, mas ficou claro que ele criou divisões que já não servem aos objetivos iniciais. Nosso propósito é unir. Consequentemente, a proposta não prosseguirá", declarou o presidente da Fifa no comunicado.
Sem a aprovação das confederações, a estrutura comercial e a governança dos torneios mundiais permanecem inalteradas. A direção da Fifa informou que convocará reuniões com os dirigentes nos próximos dias para debater alternativas de desenvolvimento financeiro para os países membros.