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Smartwatch salva homem de infarto fulminante; entenda como isso aconteceu

Um simples alerta do smartwatch mostrou um problema cardíaco grave, permitindo ação rápida e evitando um desfecho fatal.  |  Reprodução/ Pexels

Publicado em 30/10/2025, às 16h33   Reprodução/ Pexels   Nathalia Quiereguini

Roberto Gallart, gerente comercial de 48 anos, não esperava que um treino de musculação em Niterói (RJ) pudesse se tornar um alerta de saúde, segundo o site Tech Tudo.

Durante os exercícios, ele sentiu um desconforto no peito que chamou atenção por ser incomum. Como costuma acompanhar seu corpo por meio da tecnologia, decidiu fazer um eletrocardiograma (ECG) no smartwatch.

Reprodução/ Pexels

Exames detalhados confirmam risco

No hospital, exames iniciais não apontaram alterações significativas, mas a equipe médica decidiu manter o paciente em observação devido ao histórico familiar e a fatores de risco, como pressão alta e pré-diabetes.

Uma angiotomografia realizada no dia seguinte revelou obstruções graves em três artérias coronárias, sendo uma quase totalmente bloqueada.

Roberto passou por cirurgia cardíaca com quatro pontes de safena, procedimento que evitou o que poderia ter sido um infarto fulminante.

“O relógio levantou a dúvida suficiente para eu buscar atendimento”, afirmou Roberto, que descreve a experiência como um alerta crucial para sua sobrevivência.

Três meses após a cirurgia, ele já retomou a rotina normal e se dedica a compartilhar informações sobre prevenção cardiovascular com familiares e amigos.

Como os smartwatches ajudam a monitorar o coração

Dispositivos como o Galaxy Watch utilizam sensores integrados para registrar sinais elétricos do coração e gerar um ECG portátil.

O aparelho consegue detectar ritmos irregulares, como fibrilação atrial, e alertar o usuário sobre possíveis anormalidades. Especialistas destacam que, embora a tecnologia ofereça suporte preventivo, os dados não substituem avaliações médicas completas.

Segundo o cardiologista Dr. Fábio Jatene, do InCor, os smartwatches fornecem uma “fotografia momentânea” da atividade cardíaca. O uso contínuo amplia a vigilância, mas a interpretação final deve sempre considerar exames clínicos e sintomas do paciente.

Prevenção e uso consciente

O caso de Roberto reforça o potencial dos smartwatches na prevenção de problemas cardíacos. Profissionais recomendam observar sintomas, usar os dispositivos como alerta e procurar atendimento médico ao identificar sinais de irregularidade.

O equilíbrio entre tecnologia e orientação profissional é essencial para que o recurso seja eficaz e seguro.

Classificação Indicativa: Livre


TagsAlertaRelógiosmartwatch

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