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Publicado em 27/11/2025, às 09h31 Reprodução/Freepik Bruna Souza
O gengibre é um dos remédios naturais mais antigos e difundidos globalmente, utilizado para tratar desconfortos digestivos. Sua popularidade é tamanha que os suplementos da raiz estão entre os mais vendidos em diversos países.
Contudo, a fama levanta uma questão, qual é o real respaldo científico por trás de seus supostos benefícios? Embora a pesquisa ainda seja considerada escassa, a evidência disponível aponta que o gengibre é seguro e demonstra eficácia comprovada no alívio de sintomas específicos, como confirma o portal Itatiaia.
O potencial terapêutico do gengibre reside em dois compostos ativos principais, o gingerol e o shogaol. Especialistas explicam que essas substâncias atuam bloqueando as vias neurológicas que desencadeiam a náusea.
Pesquisas preliminares também sugerem uma via de ação adicional, a capacidade do gengibre de acelerar o esvaziamento gástrico. Esse efeito, de acordo com farmacologistas, pode ser a explicação para a redução da sensação de mal-estar.
Embora a maioria dos estudos tenha utilizado o pó de raiz de gengibre seca em cápsulas, para controle de dose, a eficácia foi observada em três grupos de pacientes com náusea e vômito.
Os especialistas são cautelosos ao afirmar que o gengibre ajuda em todos os cenários; pois, faltam pesquisas mais elaboradas para comprovar sua eficácia em condições comuns como ressaca, gastroenterite, enjoo de movimento e síndrome do Intestino Irritável (SII).
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