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Publicado em 05/12/2025, às 15h54 Foto: Unsplash Nathalia Quiereguini
O 3I/ATLAS volta a chamar a atenção de astrônomos por seu comportamento peculiar.
Observado recentemente enquanto se aproxima da Terra, ele apresenta um fenômeno incomum: pulsa de maneira ritmada, como se tivesse um “batimento cardíaco”.
O corpo celeste, que vem de fora do Sistema Solar, exibe variações periódicas de brilho que intrigam especialistas e despertam curiosidade científica, segundo o portal R7.
O fenômeno observado ocorre a cada 16,16 horas, quando o brilho do 3I/ATLAS aumenta e depois diminui em ciclos regulares. Inicialmente, isso poderia sugerir que o objeto gira, mas análises indicam que outros fatores podem estar envolvidos.
A explicação mais aceita é que a sublimação de gelo em sua superfície, causada pela aproximação do Sol, cria jatos de gás e poeira que se expandem e refletem luz, produzindo o efeito de pulsação observado da Terra.
O núcleo do 3I/ATLAS é coberto por uma mistura de gelo e gases voláteis. À medida que o Sol aquece essas áreas, o material evapora de forma periódica, gerando a chamada coma, a nuvem ao redor do núcleo que se torna visível.
Esse processo cria o efeito luminoso percebido pelos astrônomos, reforçando a hipótese de que a pulsação é natural e relacionada à composição do objeto e à sua interação com a radiação solar.
Apesar da explicação naturalista, algumas hipóteses mais ousadas foram levantadas. Pesquisadores, como Avi Loeb, sugerem que os padrões de brilho poderiam indicar processos não naturais, comparando-os a um mecanismo que regula a emissão de gás.
Embora essa teoria desperte debate, não há evidências concretas que a confirmem, mantendo a explicação baseada na sublimação como a mais consistente.
O 3I/ATLAS oferece uma oportunidade rara de estudar um objeto interestelar próximo da Terra.
Observar seu comportamento e analisar sua composição ajuda a entender melhor a dinâmica de corpos vindos de fora do Sistema Solar.
Além disso, o fenômeno de pulsação reforça a complexidade desses visitantes cósmicos, ampliando nosso conhecimento sobre a formação e evolução de cometas interestelares.
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