Entretenimento
Publicado em 03/03/2026, às 09h43 Mercado Pago Elí Bernardo
O fenômeno global “kidult”, junção de “kid” (criança) com “adult” (adulto), tem ganhando cada vez mais força entre os adultos brasileiros, que ficam facinados com diversos brinquedos do momento. Após febre com ursinhos de pelúcia nas bolsas (Labubus) colares da Hello Kitty, cadernos Bobbie Goods, bonecas realistas tratadas como bebês (Bebês reborn), agora chegou a vez da geladeira em miniatura.
A mini geladeira de brinquedo está viralizando no Brasil e no mundo, graças aos adultos.
Os mini colecionáveis revelam uma busca por conforto e nostalgia meio a uma sociedade hiperconectada.
Nas redes sociais, diversos criadores de conteúdo e influencers estão postando vídeos de unboxing de brinquedos mostrando como eles funcionam e o que já colecionaram. Apesar dos diversos brinquedos colecionáveis, desta vez, a minigeladeira conquistou o público adulto.
Como funciona a brincadeira? A pessoa compra a minigeladeira e vai adquirindo as bolinhas surpresas para preenchê-la. Dentro de cada uma pode vir uma miniatura de iogurte, suco, manteiga, queijo. A ideia é ir completando a geladeira até ela estar cheia. Os ovos e o gelo são considerados os itens mais difíceis de conseguir da coleção.
Os brinquedos colecionáveis fazem parte da Mini Brands, linha conhecida pelas miniaturas de produtos do cotidiano que vêm em embalagens surpresa. O que torna a brincadeira estimulante é A aleatoriedade dos itens, exatamente o que tem prendido a atenção do público: cada acessório gera a expectativa de uma novidade, impulsionando o consumo expressivo.
O fenômeno entre os adultos
Os brinquedos vêm se popularizando entre adultos há um bom tempo. No ano passado, tendências inusitadas como os bebês reborn e o uso de chupeta por adultos ganharam atenção na web por sinalizar uma busca crescente por itens que remetem ao conforto da infância.
A prática surge como resposta ao cansaço digital de uma sociedade super conectada, se fortalecendo nos pilares da nostalgia e do colecionismo.
O movimento acompanha o avanço do público adulto no consumo de brinquedos, que também são conhecidos como kidults, segundo a organização da Feira Internacional de Brinquedos (ABRIN).
Hoje, vemos um público adulto cada vez mais presente e relevante para o setor brinquedista. Esses consumidores buscam nos jogos e nas experiências lúdicas não apenas entretenimento, mas também momentos de pausa, socialização e conexão afetiva, muitas vezes guiados pela nostalgia e pelo desejo de bem-estar. Esse movimento fortalece o mercado e amplia as possibilidades de inovação de forma intergeracional”, afirma Synésio Costa, presidente da Abrin.
“Em 2025, o faturamento do setor de brinquedos cresceu 1,86% e alcançou R$ 10,3 bilhões no varejo brasileiro, e esse resultado foi impulsionado pelo público de todas as idades.”