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Publicado em 20/01/2026, às 11h23 Divulgação/Victor Jucá Malu Machado
O diretor Kleber Mendonça Filho, responsável pelo aguardado O Agente Secreto, quebrou o silêncio neste domingo (18) ao responder sobre o financiamento de seu novo longa, estrelado por Wagner Moura.
Em resposta a uma publicação do Governo Federal, o cineasta foi categórico ao afirmar que não utilizou a Lei Rouanet, mas aproveitou para defender o mecanismo.
Nunca fiz um filme com a Lei Rouanet, mas quero muito”, ironizou o diretor nos comentários. “Quem sabe o próximo? É um excelente mecanismo de apoio à cultura no Brasil”, completou.
A resposta viralizou ao tocar em um ponto técnico muitas vezes desconhecido pelo público: pela regra atual, longas-metragens não podem captar recursos de produção via Lei Rouanet, que foca majoritariamente em curtas e médias-metragens ou ações de patrocínio e preservação.
Embora não tenha usado a Rouanet, O Agente Secreto contou com apoio estatal através de outro braço: o Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), gerido pela Ancine.
O projeto recebeu R$ 7,5 milhões por meio de uma chamada pública aprovada em fevereiro de 2024. Havia ainda a possibilidade de captar R$ 4 milhões para a distribuição, mas a produção optou por abrir mão desse valor.
O orçamento total do filme é de R$ 27.165.775, composto por uma engenharia financeira mista:
De acordo com as regras do edital, o FSA não atua apenas como financiador, mas também participa da exploração econômica da obra. O texto prevê retorno financeiro proporcional ao investimento público realizado.
A participação do FSA sobre a Receita Líquida do Produtor (RLP) nos projetos de produção audiovisual será equivalente a 50% da participação do investimento do FSA nos itens financiáveis do projeto, durante todo o prazo de retorno financeiro.