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Publicado em 03/11/2025, às 13h38 Reprodução/Pexels – Ilustrativa Marina Gonçalves
Muitas pessoas provavelmente não sabem, mas próximo à orla de Balneário Camboriú, em Santa Catarina, um novo empreendimento está começando a ganhar forma.
Apesar de grande parte da obra ainda se desenvolver abaixo do solo, já é possível perceber que um projeto diferenciado está sendo construído na cidade. Trata-se do Senna Tower, projeto de um edifício residencial que homenageia Ayrton Senna, que deve se tornar o prédio residencial mais alto do mundo.
Mas afinal, o que se sabe até agora sobre o projeto? Confira alguns detalhes a seguir, com base nas informações do portal Click Petróleo e Gás.
A parede diafragma garante a estabilidade do subsolo durante a escavação. O processo é feito em módulos: o solo é retirado enquanto um polímero mantém as paredes firmes.
Em seguida, a armadura é posicionada e o concreto é aplicado, formando painéis de cerca de 1 metro de espessura. Repetido ao longo do perímetro, o método cria uma barreira contínua que permite escavar internamente sem afetar construções vizinhas.
Os painéis da parede diafragma têm cerca de 38 a 40 metros de profundidade, 1 metro de largura e aproximadamente de 2 metros de comprimento. O concreto fck 90 MPa garante resistência e durabilidade.
No Senna Tower, a parede também apoia pilares em pontos estratégicos, exigindo reforço extra. O cuidado na mistura do concreto, a verificação da consistência e a execução contínua da concretagem são essenciais para impedir descontinuidade no material e assegurar a resistência de toda a estrutura.
As armaduras são montadas e içadas com guindaste, seguindo o alinhamento definido pelas muretas-guia. Cada painel tem cerca de 1 metro de largura e 2 metros de comprimento, garantindo padronização e precisão.
Juntas, as seções formam uma cortina rígida ao redor do perímetro. A conferência das cotas, limpeza do fundo e posicionamento correto das armaduras são etapas essenciais para manter verticalidade e integridade estrutural.
A contenção perimetral permite escavar o subsolo com segurança. Com a parede diafragma concluída, avançam as estacas perfuradas do tipo hélice contínua (Auger Cast), que transferem as cargas da torre para o terreno.
Enquanto a parede estabiliza o perímetro e apoia pilares em pontos estratégicos, as estacas reforçam a fundação, garantindo que a superestrutura seja bem suportada. Essa combinação é comum em edifícios muito altos, onde controle de deformações e segurança estrutural são essenciais.
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