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Publicado em 10/11/2025, às 11h23 Reprodução/ Unsplash Nathalia Quiereguini
Já imaginou um concreto capaz de se reparar sozinho, sem precisar de manutenção constante?
Segundo o Click Petróleo e Gás, essa tecnologia inovadora já está sendo testada e promete revolucionar o modo como construímos pontes, prédios e viadutos em todo o mundo.
A explicação é simples e ao mesmo tempo fascinante. O material conta com bactériasencapsuladas, que ficam adormecidas dentro do concreto até que uma fissura apareça.
Quando a umidade entra em contato com essas bactérias, elas “acordam” e começam a produzir calcário, preenchendo as trincas de forma natural.
O resultado é um concreto que literalmente se regenera sozinho, como se tivesse um mecanismo de autodefesa contra o tempo.
Nos primeiros testes, as fissuras de até 0,8 mm foram completamente reparadas em cerca de 28 dias, mesmo sob condições climáticas adversas.
Isso significa mais durabilidade, menos gastos com manutenção e menor risco de infiltrações ou corrosões. Estruturas que antes exigiam constantes reparos podem ter sua vida útil ampliada, economizando tempo e recursos.
Além da resistência, o impacto ambiental também é um dos maiores benefícios. Com menos necessidade de reconstrução e manutenção, há redução no uso de materiais, energia e emissões.
Em um setor que responde por boa parte das emissões globais, essa tecnologia representa um avanço importante para uma construção mais sustentável e responsável.
Por enquanto, o custo de produção ainda é superior ao do concreto convencional. No entanto, a tendência é que, com o avanço da tecnologia e a produção em larga escala, o preço se torne mais competitivo.
A longo prazo, o investimento se paga, já que a economia em manutenção e reparos é significativa.
O concreto autorregenerativo é mais do que uma inovação tecnológica, é um novo jeito de pensar o futuro da engenharia. Construir com inteligência, priorizando durabilidade e sustentabilidade, é o caminho para cidades mais seguras e eficientes.
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