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Publicado em 01/12/2025, às 15h57 Foto: Freepik Nathalia Quiereguini
O governo federal deu um passo importante para tornar a CNH mais acessível e barata.
Com aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Ministério dos Transportes estuda eliminar a exigência de aulas em autoescolas, o que pode reduzir em até 80% os custos do processo de habilitação, hoje entre R$ 3 mil e R$ 4 mil.
Segundo o ministro Renan Filho, o Brasil é um dos poucos países que ainda obriga horas-aula para fazer a prova.
De acordo com o site GauchaZH, mudança afetaria milhões de brasileiros que não têm carteira por questões financeiras; estima-se que cerca de 20 milhões dirigem sem CNH atualmente.
Diversos países já adotam modelos mais flexíveis:
Estados Unidos: a maioria dos estados não exige autoescola; o candidato estuda sozinho e faz os exames.
Inglaterra: possível aprender com amigos ou familiares habilitados; usa-se placa "L" para aprender nas ruas.
Suécia e Estônia: pais e familiares podem ensinar, desde que passem por capacitação.
Espanha e México: permitem aprendizado livre com exames teóricos e práticos obrigatórios.
Argentina: curso online gratuito e exames clínicos e teóricos, sem obrigatoriedade de autoescola.
No novo modelo, o conteúdo teórico será gratuito e estudado online ou em escolas públicas.
Após isso, o candidato agenda o exame teórico no Detran e, se aprovado, faz a prática com instrutores autônomos credenciados, usando carro próprio ou do profissional, com sinalização de “condutor aprendiz”.
As autoescolas continuarão existindo, mas de forma opcional, competindo com instrutores independentes por qualidade e preço. O setor, que movimenta R$ 12 bilhões, precisará se adaptar, oferecendo serviços personalizados e aulas opcionais.
A formação não será comprometida: exames teóricos e práticos permanecem obrigatórios e regulados pelo Contran. O governo reforça que o aprendizado depende mais da efetiva assimilação do conteúdo do que da presença em aulas obrigatórias.
O modelo atual é caro, burocrático e excludente. A nova proposta busca ampliar o acesso à CNH, facilitar a entrada no mercado de trabalho e aumentar a inclusão social.
Inicialmente, valeria para categorias A e B, com possível expansão para motoristas profissionais.
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