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Publicado em 04/03/2026, às 13h16 Foto: José Aldenir Giovana Gurgel
A Casa da Ribeira inicia as comemorações pelos 25 anos de atuação cultural com o Festival Verão Aquilombado, que acontece de sexta (6) a domingo (8), em Natal. A programação é gratuita e reúne mais de 30 atrações artísticas dentro e fora do espaço, no bairro histórico da Ribeira.
Instalada em um casarão centenário na rua Frei Miguelinho, a instituição consolidou-se como espaço de criação artística, formação e encontro comunitário.
Antes de se tornar centro cultural, o prédio funcionou como hospedaria, padaria e armazém, permanecendo fechado por cerca de dez anos até ser ocupado, no fim dos anos 1990, por integrantes do Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare e produtores independentes.
A restauração do imóvel foi viabilizada com recursos captados por meio da Lei Rouanet e da Lei Câmara Cascudo, além do apoio de instituições e empresas, entre elas a Cosern, à época integrante do grupo Iberdrola, e a Petrobras.
Em 25 anos de atividades, a Casa registra 542.981 espectadores, 2.810 espetáculos apresentados, 51 exposições de artes visuais, 54 projetos artísticos, culturais e educativos realizados, além de 28 editais de ocupação e seis prêmios locais e nacionais.
O espaço também passou a integrar iniciativas de revitalização urbana e fortalecimento cultural da Ribeira, tornando-se referência entre os equipamentos culturais independentes do país, com apenas uma interrupção temporária das atividades, em 2004, por três meses.
Atualmente, a instituição é conduzida pela presidente Alessandra Augusta, pelo diretor social Henrique Fontes, pela diretora administrativa financeira Ana Cláudia Viana e pela gerente administrativa Jeane Ataíde.
O Festival Verão Aquilombado abre o calendário comemorativo com apresentações de dança, música, teatro, cinema, artes visuais, culturas tradicionais e feira de afroempreendedorismo, além de debates sobre economia criativa, decolonialidade e práticas antirracistas.
Entre os destaques da programação está o solo de dança contemporânea “Eu Fêmea”, interpretado pela bailarina Rozeane Oliveira, que sobe ao palco na sexta-feira (6), às 20h. O espetáculo aborda as vivências e resistências da mulher negra e marca o início da circulação do trabalho, contemplado pela Lei Aldir Blanc.
Classificação Indicativa: Livre