☰
✕

Entretenimento

Bridgerton: nova temporada já tem data para começar; confira os spoilers de cenas imperdíveis

A nova temporada de Bridgerton traz, na Netflix, um romance encantador e figurinos que refletem hierarquias sociais e identidade  |  Reprodução internet

Publicado em 29/01/2026, às 10h38   Reprodução internet   Redação

Ler resumo da notícia

Não são apenas os romances que mantêm Bridgerton entre os maiores sucessos da Netflix. A série se consolidou também pelo impacto visual: cenários exuberantes, trilha sonora criativa e, principalmente, figurinos que funcionam como parte ativa da narrativa.

Nesta quinta-feira (29/1), a primeira parte da quarta temporada chega aprofundando ainda mais essa identidade estética.

A nova fase acompanha o romance entre Benedict Bridgerton e Sophie Baek, em uma trama que começa sob o clima mágico de um baile de máscaras e se desenvolve em meio a visuais que carregam simbolismo, identidade e hierarquia social.

Por trás das criações está novamente o figurinista John Glaser, responsável também pela terceira temporada.

Romance com atmosfera de conto de fadas

A história da nova temporada guarda paralelos evidentes com o clássico conto da Cinderela. O encontro marcante em um baile, a separação posterior e o reconhecimento tardio conduzem a narrativa de Benedict e Sophie.

Mas, além do romance, a temporada mergulha em temas como:

- Hierarquias sociais
- Identidade e pertencimento
- Aparência versus origem
- Poder simbólico das roupas dentro da aristocracia

E é justamente por meio do figurino que essas mensagens ganham forma visual.

A nova paleta: outono, tons quentes e o fim do branco

Em entrevista à Vogue, John Glaser revelou uma mudança importante na identidade cromática da série.

“a paleta de cores inclui tons quentes, e a cor branca foi eliminada de vez”.

O primeiro grande momento visual da temporada acontece no baile de máscaras — uma sequência pensada como se tivesse saído diretamente de um livro de contos de fadas.

A decisão marca uma ruptura estética com temporadas anteriores. As camisas masculinas, por exemplo, passam a adotar tonalidades pastéis, reforçando a atmosfera outonal que guia toda a narrativa visual.

Essa escolha não é apenas estética. Ela ajuda a indicar amadurecimento dos personagens e uma fase mais densa emocionalmente.

O baile de máscaras que abre a temporada

O primeiro grande momento visual da temporada acontece no baile de máscaras — uma sequência pensada como se tivesse saído diretamente de um livro de contos de fadas. Sophie Baek é o centro desse espetáculo.

Sophie Baek é o centro desse espetáculo.

Para a personagem, foi criada uma máscara grande o suficiente para ocultar sua identidade, mas delicada a ponto de valorizar sua beleza. O vestido é um dos pontos altos da temporada:

- Vestido prateado em camadas
- Muito brilho
- Única personagem com essa tonalidade no baile
- Silhueta atemporal, impossível de associar a uma década específica

O próprio figurinista explicou a intenção da peça:

“a intenção por trás da peça é que não seja possível determinar à qual década ela pertence”.

E há um detalhe revelador:

“em todo o look, somente os sapatos revelam de que período eles são: Jimmy Choos modernos”.

Eloise surge como Joana d’Arc

Outro destaque do baile é Eloise Bridgerton, que surge vestida como Joana d’Arc, em tons de azul e dourado.

O figurino dialoga diretamente com a essência da personagem, que se distancia da busca romântica e deseja ser reconhecida por sua força intelectual e independência.

O traje reforça visualmente esse posicionamento.

Eloise se inspira em Joana d’Arc

O contraste nos figurinos do dia a dia de Sophie

Ao longo da trama, Sophie alterna entre dois universos visuais muito distintos:

- Uniforme de empregada
- Vestidos que pertenceram à Daphne Bridgerton

Esse contraste ajuda a contar a história da personagem sem necessidade de diálogos explicativos.

O uniforme, inclusive, recebeu um tratamento especial. Tecidos mais luxuosos foram utilizados para diferenciá-la das demais funcionárias, sugerindo visualmente que Sophie não pertence totalmente àquele lugar.

Referências cruzadas entre décadas

A liberdade criativa de Bridgerton continua sendo uma marca registrada. A série não se prende ao rigor histórico e mistura influências de diferentes épocas.

Um exemplo claro está na personagem Araminta Gun, a viúva que assume o papel de antagonista na temporada.

Seus figurinos resultam de uma fusão improvável:

- Inspirações da década de 1820
- Elementos visuais da década de 1970
- Silhuetas excêntricas
- Texturas marcantes

O resultado é um visual que reforça sua personalidade excêntrica e dominante.

Figurino como ferramenta narrativa

Mais do que estética, os figurinos da quarta temporada funcionam como linguagem visual da série. Eles indicam posição social, conflitos internos, evolução dos personagens e até o clima emocional das cenas.

Mais do que estética, os figurinos da quarta temporada funcionam como linguagem visual da série.

A nova fase de Bridgerton confirma que, na série, as roupas não apenas vestem os personagens — elas contam a história junto com eles.

O que define os figurinos da 4ª temporada
- Paleta outonal com tons quentes
- Eliminação total da cor branca
- Baile de máscaras com estética atemporal
- Vestido prateado icônico de Sophie
- Eloise caracterizada como Joana d’Arc
- Contraste entre uniforme e vestidos aristocráticos
- Mistura de referências de 1820 e 1970
- Uso de tecidos luxuosos mesmo em trajes simples

Na nova temporada, Bridgerton reforça que seu maior espetáculo não está apenas nos romances, mas no poder visual que transforma cada cena em uma obra estética cuidadosamente construída.

Classificação Indicativa: Livre


TagsNetflixPoderIdentidadeNarrativaEstéticaOutono1970BridgertonHierarquiasJoana d’arcPaletaEloise bridgertonCinderelaJohn glaser1820FigurinosBaileAraminta gunBenedict bridgertonSophie baek