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A vida sexual dos brasileiros mudou nos últimos anos? Confira o estudo

Estudo revela transformações na vida sexual dos brasileiros ao longo das últimas duas décadas, com foco em intimidade e prazer. Veja mais!  |  Reprodução/Pexels

Publicado em 21/11/2025, às 14h16   Reprodução/Pexels   Marina Gonçalves

A vida sexual é uma parte muito importante da experiência humana, que reflete desejos, intimidade, prazer e que, assim como todas as coisas na vida, se transforma com o tempo.

De acordo com o portal O Tempo, uma pesquisa recente da Sociedade Brasileira de Urologia, com patrocínio da Farmoquímica, trouxe um olhar sobre como essas transformações ocorreram no Brasil nas últimas duas décadas.

Com o objetivo de refletir a diversidade do Brasil, o estudo entrevistou mais de 3.200 adultos de diferentes regiões, entre eles 54% mulheres e 46% homens, com margem de erro de dois pontos percentuais.

O sexo está durando mais

Carmita Abdo, coordenadora do estudo, sexóloga e professora de medicina psiquiátrica da USP, ressalta alguns pontos importantes.

“A prática diminuiu, mas o sexo ficou mais longo, passou de duas a três vezes por semana em 2005 para duas ou uma hoje, enquanto a duração média subiu de 10 para 15 minutos, com maior foco em preliminares”, diz a profissional.

E acrescentou: “Esse ajuste responde à necessidade crescente de satisfação feminina. Mas algumas queixas permanecem, como a pressa masculina”.

Crescimento do sexo virtual

Não é apenas a presença do sexo virtual que chama atenção, mas seu papel de protagonismo nas relações. “Observamos muito intensamente a influência das mídias eletrônicas, inclusive como a principal forma de iniciação sexual, o que não acontecia 20 anos atrás”, revela Abdo.

“Antes essa iniciação era entre adolescentes, colegas de escola, bairro, já não era mais a garota de programa que prevalecia, mas, agora, essa iniciação acontece diante da tela, com autoestímulo, o que pode levar a anos de prática exclusiva até que a pessoa se habilite a buscar uma parceria presencial”, completa.

Reprodução/Pexels

O ponto negativo

A profissional aponta que, por causa desse quadro, a iniciação sexual presencial tem se dado de forma mais tardia, em contraste com a experiência sexual digital, que começa cada vez mais cedo, geralmente aos 11 ou 12 anos, com autoestimulação.

“Quando chega aos 16, 17, 18 anos, a pessoa não se sente devidamente preparada e estimulada para o sexo presencial, ocasionando frustrações”, destaca Carmita.

A mudança no conceito de traição

Com o crescimento do sexo virtual, o conceito de traição também se reinventou. “Podemos manter a ideia de traição baseada em contato físico? Ou manter um segredo também seria considerado traição?”, questiona Abdo.

Segundo a sexóloga, o conceito de traição mudou com a internet, incluindo desde curtidas, comentários e conversas mais picantes, até o envio dos famosos 'nudes'.

Ainda segundo O Tempo, a sexóloga Andréa Aguiar reforça que há conquistas importantes, incluindo maior liberdade, abertura para falar sobre prazer e menos tabus. “No entanto, a ansiedade de performance cresceu, especialmente entre os homens, que temem não satisfazer suas parceiras”, declara.

“A mulher conquistou o direito de desejar e fazer sexo pelo prazer, mas muitas ainda enfrentam parceiros focados em si mesmos. O sexo é mais livre, porém nem sempre mais satisfatório”, pontua.

Classificação Indicativa: Livre


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