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Publicado em 21/10/2025, às 14h35 Reprodução/Pexels Marina Gonçalves
O cometa interestelar 3I/ATLAS, descoberto em julho pela estação do Asteroid Terrestrial-impact Last Alert System, em Río Hurtado, no Chile, tem provocado enorme interesse desde sua identificação.
O fenômeno é considerado raro, pois, diferente da maioria dos cometas, que nascem no próprio Sistema Solar, vem de fora dos limites do nosso sistema.
No começo do mês de outubro, ele chegou a ser registrado pelas sondas ExoMars Trace Gas Orbiter (TGO) e Mars Express, da Agência Espacial Europeia (ESA), em sua passagem próxima à Marte.
Nos últimos dias, o que tem chamado bastante atenção é o silêncio da NASA (National Aeronautics and Space Administration), a agência americana responsável pela exploração espacial, sobre um objeto interestelar tão raro. Mas há um motivo por trás dessa calma aparente.
De acordo com o portal TNH1, com a paralisação orçamentária do governo dos EUA, conhecida como shutdown, a NASA tem limitado a divulgação de informações sobre o cometa 3I/ATLAS.
A agência independente tem enfatizado a necessidade de uma colaboração internacional para avançar ainda mais na investigação desse objeto interestelar, que é o terceiro descoberto na história.
Vale destacar que esse “intruso interestelar” chama atenção também por possuir uma característica incomum: a presença de, aproximadamente, oito vezes mais dióxido de carbono do que água em sua composição química, o que ultrapassa mais de seis vezes o limite de variação esperado.
A descoberta foi feita recentemente pelo Telescópio Espacial James Webb, que detectou uma quantidade significativa de dióxido de carbono na coma do cometa (nuvem de gás e poeira que envolve seu núcleo quando se aproxima do Sol) junto com outras substâncias, como água e monóxido de carbono.
Essa diferença incomum levanta dúvidas sobre como o cometa se formou, sugerindo que ele pode ter passado por processos formativos diferentes daqueles observados nos objetos do nosso Sistema Solar.
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