Cidades
Publicado em 16/01/2026, às 10h20 Reprodução/Todo Natalense Malu Machado
O Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema) abriu uma investigação para apurar a realização de uma festa irregular ocorrida na noite desta quarta-feira (14) nos Parrachos de Pirangi.
A área, situada no litoral entre os municípios de Parnamirim e Nísia Floresta, na Grande Natal, é conhecida por sua rica biodiversidade e sensibilidade ecológica.
A denúncia chegou ao órgão ambiental após a circulação de vídeos nas redes sociais. As imagens mostram um cenário de "balada" em pleno mar: diversas lanchas ancoradas próximas umas às outras, música ao vivo, grande aglomeração de pessoas dentro d'água e consumo liberado de bebidas alcoólicas.
Diante da repercussão e da gravidade das imagens, o Idema informou que já iniciou as providências cabíveis. O primeiro passo será uma varredura administrativa para verificar o licenciamento ambiental dos empreendimentos náuticos que operam na localidade.
O objetivo é checar se as empresas responsáveis pelas embarcações possuem autorização para esse tipo de evento e se estavam cumprindo as condicionantes ambientais impostas para a exploração turística da região.
Veja imagens compartilhadas em rede social:
Como os parrachos estão situados em uma área pertencente à União (mar territorial), a fiscalização ganhará reforço federal. O Idema anunciou que está articulando uma ação conjunta com a Capitania dos Portos, responsável por verificar a segurança da navegação e a lotação das embarcações.
Além da Marinha, a operação deverá envolver a Companhia Independente de Policiamento Ambiental (Cipam) e órgãos federais como o Ibama e o ICMBio. A intenção é identificar os organizadores e responsáveis pelas embarcações para a aplicação das sanções legais.
O episódio ocorre em um momento delicado para a região de Pirangi. Segundo o Idema, o trecho exato onde a festa foi realizada está atualmente sob análise de estudos técnicos ambientais.
O objetivo do estudo é transformar o local em uma Unidade de Conservação Federal. Caso a proposta avance, a gestão da área passará a ser de responsabilidade do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o que imporá regras ainda mais rígidas para o turismo e o lazer, visando a proteção dos recifes de corais e da vida marinha.