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Cidades

Uso excessivo do celular pode causar hérnia na coluna e dores crônicas, alerta especialista

A fisioterapeuta Aldeize Gortner alerta que a dor na coluna é um sintoma de um desequilíbrio maior e deve ser tratada adequadamente  |  IA

Publicado em 26/06/2026, às 12h32   IA   Elí Bernardo

A má postura, sedentarismo e o uso excessivo de celular estão entre as principais causas de hérnias e dores crônicas na coluna. A dor lombar é uma das principais causas de ida aos serviços de saúde e pode atingir até 80% da população ao longo da vida.

No Brasil, estudos apontam que mais da metade dos adultos convive com esse tipo de dor em algum momento, tornando o problema um dos mais recorrentes da atualidade.

Hérnia de disco, lombalgia, travamentos e crises de ciatalgia fazem parte da rotina de pronto-socorros e também estão entre as principais causas de afastamento do trabalho, impactando milhões de brasileiros todos os anos.

Apesar da alta incidência, o tratamento ainda costuma focar apenas no alívio imediato da dor — e não na sua causa. É por isso que muitos pacientes entram em um ciclo de melhora temporária e retorno do problema, evoluindo para quadros crônicos.

Afisioterapeuta Aldeize Gortner, especialista em coluna, explica que a dor é apenas o sintoma de um desequilíbrio maior. 

A maioria das pessoas trata a dor como o problema principal, quando, na verdade, ela é um alerta. Se a causa não for tratada, o quadro tende a se repetir e piorar com o tempo”, explica.
Especialista alerta sobre dor nas costas - fisioterapeuta Aldeize Gortner

Entre as principais causas das hérnias de disco estão: longos períodos sentado, má postura, sedentarismo e movimentos repetitivos realizados de maneira inadequada. Um dos vilões modernos é o uso excessivo de celular e computador, que tem contribuído diretamente para o aumento dos casos de hérnia cervical por exemplo.

A posição da cabeça projetada para frente, ao usar o celular, aumenta significativamente a sobrecarga sobre a coluna cervical. Com o tempo, esse esforço contínuo pode gerar desgaste dos discos, compressão de nervos e dores que irradiam para pescoço, ombros, braços e mãos.

Segundo a especialista, ficar sentado por muito tempo, principalmente de forma curvada, aumenta a pressão dentro dos discos da coluna, podendo agravar ou até desencadear hérnias. Não é à toa que muitos pacientes relatam mais dor ao sentar do que ao caminhar.

Essa compressão pode provocar sintomas como dor irradiada para glúteos e pernas, formigamento, sensação de queimação, dormência e até fraqueza muscular — sinais clássicos de comprometimento do nervo ciático.

Um outro ponto importante é que nem toda hérnia exige cirurgia. A maioria dos casos pode ser tratada de forma conservadora, com foco na redução da compressão, melhora da mobilidade e fortalecimento muscular. 

O movimento, quando bem orientado, faz parte da recuperação. O corpo precisa reaprender a se sustentar com equilíbrio. Sem isso, a dor volta”, reforça a especialista.

Além do tratamento, a prevenção é um dos principais aliados da saúde da coluna. Pequenas alterações na rotina fazem diferença como levantar-se ao longo do dia, evitar longos períodos na mesma posição, ajustar a ergonomia no trabalho, praticar exercícios regularmente e ter atenção à postura — especialmente ao usar o celular.

A recomendação é não ignorar a dor persistente. Quanto antes o problema for investigado e tratado corretamente, maiores são as chances de evitar complicações e recuperar a qualidade de vida.

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TagsFisioterapiaDor nas costasHérnia de disco