☰
✕

Cidades

UPA de Parnamirim diz que WhatsApp foi usado na tentativa de agilizar UTI para criança que morreu

UPA de Parnamirim diz que WhatsApp foi usado na tentativa de agilizar UTI para criança que morreu. O esclarecimento foi feito pela diretora clínica.  |  Reprodução: Redes Sociais

Publicado em 30/08/2026, às 12h19   Reprodução: Redes Sociais   Redação

Ler resumo da notícia

A direção clínica da UPA Nova Esperança, em Parnamirim, afirmou que contatos por WhatsApp foram realizados durante o atendimento da criança de 2 anos que morreu na unidade na tentativa de agilizar a transferência para um leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O esclarecimento foi feito pela diretora clínica Adriana Dantas após a repercussão do caso.

O uso do aplicativo havia sido mencionado pela mãe da criança ao relatar o atendimento recebido pelo filho. Segundo ela, profissionais estariam mantendo contato por WhatsApp enquanto aguardavam informações relacionadas ao quadro da criança.

Ao se pronunciar sobre o caso, Adriana Dantas explicou que os contatos realizados pelo aplicativo ocorreram na tentativa de dar celeridade à busca por uma transferência para terapia intensiva.

“Todos os contatos de WhatsApp que foram feitos foi na tentativa de dar celeridade a uma transferência para um leito de terapia intensiva para essa criança, sempre com o intuito de oferecer a melhor assistência possível”, afirmou.

Veja o que disse a diretora:

A diretora não detalhou quem participava desses contatos nem se o aplicativo também foi utilizado para outras finalidades durante o atendimento.

Principal hipótese é meningococcemia fulminante

A direção clínica informou ainda que a principal hipótese diagnóstica levantada durante o atendimento foi de meningococcemia fulminante, embora a causa da morte ainda dependa de confirmação.

Segundo Adriana Dantas, a criança apresentou um quadro de extrema gravidade e evolução rápida. A meningococcemia ocorre quando a bactéria meningococo atinge a corrente sanguínea e se dissemina pelo organismo.

A diretora afirmou que os protocolos médicos foram iniciados precocemente, mas a evolução do quadro foi rápida e a criança não resistiu.

Família questiona atendimento

A manifestação da UPA ocorre depois de a família denunciar suposta negligência. A mãe relatou que levou o filho à unidade após ele apresentar febre e que, durante o atendimento, começaram a surgir manchas que se espalharam rapidamente pelo corpo.

Ela também afirmou que o menino apresentou dificuldade respiratória e questionou a condução do atendimento diante da piora do quadro.

A versão apresentada pela direção sobre os contatos por WhatsApp é, portanto, um dos esclarecimentos dados pela unidade diante dos questionamentos levantados pela família.

Causa da morte será investigada

Após o óbito, a criança foi encaminhada ao Serviço de Verificação de Óbito (SVO). O órgão deverá contribuir para determinar a causa da morte e esclarecer se a hipótese de meningococcemia levantada durante o atendimento será confirmada.

A direção da UPA lamentou a morte, manifestou solidariedade aos familiares e afirmou que a gestão mantém o compromisso com a transparência e a apuração responsável das circunstâncias do caso.

Classificação Indicativa: Livre


Tags