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Publicado em 09/09/2026, às 08h52 Reprodução: Internet Redação
A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) vai ampliar a oferta de cursos de graduação com a criação de dois novos bacharelados.
As formações em Terapia Ocupacional e Arquivologia foram aprovadas pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe) nesta terça-feira (8) e, juntas, deverão disponibilizar 80 vagas por ano.
As duas graduações serão presenciais e terão ingresso pelo Sistema de Seleção Unificada (SiSU).
Em Natal, o Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA) ficará responsável pelo curso de Arquivologia. Já Terapia Ocupacional será oferecido pela Faculdade de Ciências da Saúde do Trairi (Facisa), no município de Santa Cruz.
Terapia Ocupacional terá 40 vagas por ano
O bacharelado em Terapia Ocupacional contará com 40 vagas anuais e terá carga horária total de 3.060 horas. As atividades acadêmicas serão distribuídas entre os períodos da manhã e da tarde.
A previsão é que os estudantes concluam a graduação em oito semestres, o equivalente a quatro anos. O prazo máximo estabelecido para integralização do curso será de 12 semestres.
De acordo com o projeto pedagógico aprovado pelo Consepe, a formação terá caráter generalista, humanista, crítico e reflexivo. A proposta é preparar profissionais para atuar em diferentes níveis de atenção e em áreas que vão além do atendimento na saúde.
O que faz um terapeuta ocupacional?
A Terapia Ocupacional é uma área voltada à promoção da autonomia e da participação das pessoas em atividades que fazem parte da vida cotidiana. O profissional trabalha para ajudar indivíduos que enfrentam dificuldades para realizar tarefas relacionadas à vida pessoal, social, educacional ou profissional.
A atuação pode envolver crianças, adultos e idosos, além de pessoas que passaram por doenças, acidentes, alterações no desenvolvimento ou situações que comprometam sua independência. O trabalho pode incluir atividades terapêuticas, adaptação de rotinas, orientação para o uso de recursos de acessibilidade e estratégias para ampliar a participação do paciente em seu ambiente.
Por isso, o campo profissional é amplo. Além dos serviços de saúde, terapeutas ocupacionais podem atuar em áreas como assistência social, educação, cultura, reabilitação, saúde mental e políticas públicas.
A criação do curso na Facisa, em Santa Cruz, amplia a possibilidade de formação de profissionais nessa área no interior do Rio Grande do Norte e pode contribuir para atender demandas de diferentes municípios da região.
Arquivologia será oferecida em Natal
O segundo novo curso aprovado pela UFRN é o bacharelado em Arquivologia, que também terá 40 vagas anuais. A graduação contará com carga horária de 2.670 horas e será oferecida no período vespertino.
Assim como Terapia Ocupacional, o curso terá duração média de oito semestres, com limite máximo de 12 semestres para que o estudante complete a formação.
A graduação será voltada à preparação de profissionais especializados na gestão, organização, preservação, acesso e difusão de documentos e informações produzidos por instituições públicas e privadas.
O que faz um arquivista?
O trabalho do arquivista vai muito além de guardar documentos antigos. O profissional é responsável por organizar e administrar documentos ao longo de seu ciclo de vida, garantindo que informações importantes possam ser localizadas, preservadas e consultadas quando necessário.
A atuação pode envolver documentos físicos e digitais, incluindo processos administrativos, registros históricos, fotografias, correspondências, contratos e diferentes tipos de arquivos produzidos por organizações.
Em instituições públicas, por exemplo, o arquivista pode contribuir para a organização dos documentos administrativos e para o acesso da sociedade às informações públicas. Em empresas privadas, sua atuação pode estar relacionada à gestão documental, preservação de informações e organização de acervos.
A profissão também possui importância para a preservação da memória. Arquivos históricos, documentos institucionais e registros de diferentes períodos ajudam a contar a trajetória de cidades, órgãos públicos, empresas e comunidades.
Formação considera demandas do Rio Grande do Norte
Segundo a UFRN, o curso de Arquivologia também foi estruturado considerando necessidades do Rio Grande do Norte e da região Nordeste. A proposta inclui a formação de profissionais capazes de atuar na preservação da memória social e em atividades relacionadas à transparência e ao acesso à informação.
A área ganha relevância diante do crescimento da produção de documentos digitais e da necessidade de instituições públicas e privadas organizarem grandes volumes de informações. Nesse cenário, o arquivista atua tanto na preservação quanto na definição de procedimentos para classificação, armazenamento e recuperação de documentos.
Com a aprovação dos dois novos bacharelados, a UFRN amplia sua oferta de formação superior em áreas com diferentes possibilidades de atuação profissional. Enquanto Terapia Ocupacional estará concentrada na promoção da autonomia e da qualidade de vida, Arquivologia terá como eixo a gestão da informação e a preservação documental.
A expectativa é que os novos cursos passem a integrar a oferta da universidade por meio do SiSU, disponibilizando 80 vagas anuais para estudantes interessados nas duas áreas.