Cidades
Publicado em 20/02/2026, às 11h37 Sintest-RN Malu Machado
Os servidores técnico-administrativos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) decidiram, em assembleia realizada nesta quinta-feira (19), deflagrar greve por tempo indeterminado a partir da próxima segunda-feira, dia 23 de fevereiro. A votação, ocorrida no auditório da Biblioteca Central Zila Mamede (BCZM), foi marcada por um clima de divisão na categoria.
A paralisação foi aprovada com uma margem estreita:
O movimento é uma resposta ao descumprimento de 17 pontos do acordo firmado com o Governo Federal há quase um ano. Entre eles a pauta das 30 horas, protocolada em 2026 por entidades nacionais como o Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (FONASEFE) e Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas do Estado (FONACATE).
No entanto, o ponto de maior atrito é o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC). Embora seja uma conquista histórica, a regulamentação atual excluiu os aposentados e, segundo o sindicato, cerca de 60% dos servidores da ativa não conseguirão requerer o benefício nos moldes atuais.
Além do RSC e da implementação das horas, a categoria cobra:
A assembleia expôs opiniões distintas. De um lado, servidores argumentam que o governo aposta no esvaziamento da mobilização e que só a pressão garantirá os direitos. De outro, parte da direção e da base teme que a greve imediata atrase ainda mais os processos do RSC que já estão em análise, além de impactar a imagem da categoria perante a sociedade.
O sindicato informou que comunicará formalmente a Reitoria da UFRN sobre a paralisação. A orientação é que a adesão seja ampliada nas próximas semanas com atos e mobilizações dentro dos campi.