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Publicado em 15/01/2026, às 07h41 Reprodução internet Redação
O Rio Grande do Norte contabilizou 43,8 mil descargas atmosféricas ao longo de 2025, segundo dados da Neoenergia Cosern.
O número representa uma queda expressiva de 55% em comparação com 2024, quando o estado ultrapassou a marca de 98 mil raios. As informações têm como base o monitoramento da plataforma Climatempo, que acompanha fenômenos meteorológicos em todo o país.
De acordo com a concessionária, a redução está diretamente relacionada ao menor volume de chuvas registrado neste ano, fator que influencia de forma decisiva a incidência de descargas elétricas.
Ainda assim, o fenômeno segue concentrado principalmente no interior potiguar, exigindo atenção redobrada das autoridades e da população.
Oeste e Seridó lideram incidência de raios no estado
Mesmo com a retração geral, as regiões Oeste e Seridó continuam figurando como as áreas mais atingidas por descargas atmosféricas em 2025.
O levantamento aponta uma concentração significativa de ocorrências em municípios do interior, especialmente em áreas com maior extensão territorial e histórico de instabilidade climática.
Municípios com maior número de raios em 2025:
- Mossoró: 3.120 descargas
- Upanema: 3.091
- Santana do Matos: 2.195
- Caicó
- Açu
- Baraúna
- Caraúbas
- Apodi
Os dados reforçam a predominância do fenômeno fora da Região Metropolitana de Natal, com destaque para cidades do semiárido potiguar.
Clima impacta operação do sistema elétrico
A Neoenergia Cosern destaca que o comportamento climático exerce impacto direto na operação da rede elétrica, especialmente durante períodos de instabilidade atmosférica. Para mitigar riscos e garantir maior segurança, a concessionária intensificou investimentos em proteção do sistema.
Entre 2023 e 2025, a empresa ampliou em 64% a instalação de para-raios em todas as regiões do Rio Grande do Norte, como parte de um conjunto de medidas preventivas voltadas à redução de danos, interrupções no fornecimento e riscos à população.
Monitoramento climático é estratégico para segurança
Segundo o superintendente técnico da Neoenergia Cosern, Antonio Carlos Queiroz, o acompanhamento contínuo das condições climáticas é fundamental para antecipar riscos e proteger tanto a infraestrutura elétrica quanto a população.
O monitoramento meteorológico permite ações preventivas mais eficientes, além de orientar estratégias de manutenção e expansão da rede, sobretudo em áreas historicamente mais vulneráveis às descargas atmosféricas.