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Publicado em 30/07/2026, às 07h39 Jorge Júnior/Rede Amazônica Lavínia Manso
O Rio Grande do Norte registrou a abertura de apenas 287 empregos com carteira assinada em junho de 2026, o pior resultado entre os nove estados do Nordeste, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados nesta quarta-feira (29). O saldo foi resultado de 19.584 admissões e 19.297 desligamentos e representa uma queda de 80% em comparação com junho de 2025, quando o Estado havia criado 1.472 vagas formais.
O desempenho mantém o Rio Grande do Norte entre os estados nordestinos com menor geração de empregos formais no período. Apesar de terminar o mês com saldo positivo, o resultado mostra uma desaceleração significativa na criação de postos de trabalho.
O cenário também se repete na comparação com os meses anteriores. Em maio, o Estado havia registrado saldo positivo de 226 vagas, número atualizado, ficando à frente apenas de Alagoas, que contabilizou 44 novos postos naquele mês.
O setor que mais contribuiu para o resultado potiguar em junho foi a Agropecuária, responsável por um saldo positivo de 1.051 empregos. O Comércio apareceu na sequência, com a abertura líquida de 250 postos formais.
Na direção oposta, Serviços e Construção Civil apresentaram mais desligamentos do que admissões. O setor de Serviços fechou o mês com saldo negativo de 587 vagas, enquanto a Construção Civil perdeu 425 postos.
A Indústria praticamente não apresentou alteração no estoque de empregos formais. O segmento registrou saldo negativo de apenas duas vagas no mês, ficando próximo da estabilidade.
Entre janeiro e junho de 2026, o Rio Grande do Norte acumulou a abertura de 716 empregos com carteira assinada. O resultado coloca o Estado à frente apenas de Alagoas, que acumulava saldo negativo de 8.215 vagas no mesmo período.
A queda na geração de empregos fica ainda mais evidente quando o resultado de junho é comparado ao mesmo mês do ano anterior. Em junho de 2025, o Estado havia registrado a criação de 1.472 postos formais, número atualizado pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados.
Com isso, o saldo de 287 vagas registrado em junho deste ano representa uma retração de aproximadamente 80% em relação ao resultado obtido um ano antes.
No cenário nacional, o mercado de trabalho formal apresentou resultado mais expressivo. O Brasil abriu 145.161 postos de trabalho com carteira assinada em junho de 2026, embora este tenha sido o menor saldo registrado para o mês desde 2020.
Diferentemente do Rio Grande do Norte, todos os cinco grandes setores econômicos avaliados no levantamento nacional apresentaram saldo positivo. Serviços lideraram a abertura de vagas, com 74.514 novos postos.
Na sequência apareceram Agropecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, com 22.898 vagas, Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas, com 19.177, Indústria Geral, com 14.438, e Construção, com 14.136 empregos criados.
O salário médio de admissão dos trabalhadores contratados formalmente no país chegou a R$ 2.404,34 em junho. O valor representa aumento de R$ 16,90 em comparação com o registrado em maio.
Já a remuneração média dos trabalhadores desligados ficou em R$ 2.507,07 no mês. Em maio, o salário médio de demissão havia sido de R$ 2.477,60.
Os números do Caged mostram, portanto, um cenário de forte contraste entre o desempenho nacional e o potiguar, com o Rio Grande do Norte apresentando crescimento formal bem mais modesto e o pior saldo entre os estados nordestinos em junho.