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Publicado em 22/01/2026, às 11h46 Reprodução internet Redação
Um flagrante feito na área externa do Hospital Giselda Trigueiro, no bairro das Quintas, em Natal, ganhou repercussão após a divulgação de imagens que mostram roedores circulando no entorno da unidade.
O registro se espalhou rapidamente nas redes sociais, gerando críticas e cobrança por providências imediatas de controle sanitário.
A preocupação aumenta porque o Giselda Trigueiro não é um hospital qualquer na rede pública: trata-se de uma unidade historicamente ligada ao enfrentamento de doenças infecciosas no Rio Grande do Norte, com serviços de referência que atendem tanto a rede pública quanto a privada.
O que aparece nas imagens e por que isso preocupa
Nas imagens divulgadas, é possível ver ratos circulando em uma área externa do hospital, com a denúncia destacando a presença e o tamanho dos animais.
Em ambientes hospitalares, a presença de roedores é um indicativo crítico de falha em rotinas de manejo ambiental, limpeza, acondicionamento de resíduos e barreiras físicas — pontos sensíveis, sobretudo em unidades que recebem pacientes imunossuprimidos ou em investigação de doenças transmissíveis.
Riscos associados à presença de roedores em área hospitalar:
- Aumento do risco de contaminação ambiental (fezes e urina)
- Comprometimento de fluxos de segurança e higiene
- Risco ampliado para pacientes vulneráveis e equipes assistenciais
- Sinal de falha em controle integrado de pragas e resíduos
Por que o Giselda Trigueiro é um hospital-chave no RN
O Hospital Giselda Trigueiro é reconhecido, há décadas, como referência estadual em doenças infecciosas, além de abrigar serviços estratégicos como o Centro de Informação Toxicológica (CIT) e o Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE), com funcionamento em regime contínuo.
De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), a unidade oferece atendimento ambulatorial especializado em infectologia e em agravos como tuberculose, hepatites, hanseníase e HIV/Aids, entre outros.
Também é um hospital que aparece, historicamente, na linha de frente em episódios e doenças que exigem resposta rápida da rede pública. Um registro institucional e reportagens locais apontam que o perfil de referência se mantém ao longo dos anos, inclusive com atuação em emergências sanitárias recentes.
História do hospital e relevância para a saúde pública potiguar
Localizado na Zona Oeste de Natal, o Giselda Trigueiro completa 83 anos em 2026, consolidando-se como uma das principais unidades da rede estadual.
O hospital se destaca no Rio Grande do Norte com seu papel relevante no atendimento de agravos como HIV, meningites, doença de Chagas e tuberculose, além de outras enfermidades infecciosas acompanhadas pela rede especializada.
O que normalmente é cobrado do gestor em casos como este
Em situações de denúncia envolvendo pragas em ambiente hospitalar, a resposta esperada costuma envolver medidas imediatas e verificáveis, com registro técnico das ações e reforço de rotinas de prevenção.
Ações normalmente exigidas em resposta a denúncias sanitárias:
- Vistoria técnica imediata e mapeamento de focos
- Reforço do controle integrado de pragas (com empresa habilitada)
- Revisão de rotinas de limpeza e manejo de resíduos
- Vedação de pontos de acesso (ralos, frestas, áreas de depósito)
- Transparência: relatório de medidas e cronograma de manutenção