Cidades
Publicado em 26/02/2026, às 19h00 Reprodução Malu Machado
Terminam neste sábado (28) as inscrições para o Programa de Alfabetização e Letramento de Jovens e Adultos em Natal. A iniciativa, promovida pelo Instituto Yduqs em parceria com a Estácio, oferece aulas gratuitas para quem não teve a chance de estudar na idade regular ou ainda possui dificuldades com a leitura e a escrita.
O programa é uma resposta direta a um dado preocupante: o Nordeste ainda concentra a maior taxa de analfabetismo do país (11,1%), atingindo especialmente pessoas com mais de 60 anos. Em Natal, as aulas serão realizadas na unidade da Estácio localizada no bairro do Alecrim.
O programa é dividido em dois módulos, cada um com quatro meses de duração:
As aulas acontecem duas vezes por semana, com três horas de duração, e contam com o apoio de estudantes e professores das áreas de Pedagogia e Letras.
Os interessados (ou familiares que queiram ajudar na inscrição) podem garantir a vaga de duas formas:
Desde 2018, o programa já transformou a vida de mais de 2 mil pessoas. Além de ensinar a ler e escrever, a iniciativa promove autonomia para atividades do cotidiano, como usar o celular, ler placas de ônibus ou conferir trocos.
Embora o Brasil tenha registrado avanços nas últimas décadas, o analfabetismo ainda é uma barreira real para milhões de cidadãos. De acordo com os dados mais recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, do IBGE, o país ainda possui cerca de 9,1 milhões de pessoas com 15 anos ou mais que não sabem ler nem escrever.
No Rio Grande do Norte, o cenário reflete esse desafio regional, mas com sinais de melhora. A taxa de analfabetismo no estado gira em torno de 10,4%, um índice que, embora venha caindo nos últimos anos, ainda permanece quase o dobro da média nacional (que é de 5,4%).
O perfil dos brasileiros que não foram alfabetizados é composto majoritariamente por idosos: no território potiguar, estima-se que cerca de 27,8% das pessoas com mais de 60 anos ainda enfrentem dificuldades com a leitura e a escrita, o que reforça a urgência de programas de letramento voltados para o público adulto.