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Publicado em 12/08/2026, às 06h39 Governo do RN/Arquivo Lavínia Manso
A produção industrial do Rio Grande do Norte caiu 13,1% no primeiro semestre de 2026, na comparação com os seis primeiros meses de 2025, e registrou a maior retração entre os 18 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado foi puxado principalmente pela queda na fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, que recuou 25,8% no período.
O desempenho negativo também foi influenciado pela retração de 5,5% nas indústrias extrativas e de 1,4% na fabricação de produtos alimentícios. Entre as atividades analisadas no estado, apenas a fabricação de artigos do vestuário e acessórios apresentou crescimento no acumulado do semestre, com avanço de 48,5%.
Os dados foram divulgados pelo IBGE nesta terça-feira (11). Apesar da forte queda registrada no primeiro semestre, os números mais recentes indicam uma perda de intensidade no ritmo de retração da indústria potiguar.
Em junho, a produção industrial do Rio Grande do Norte recuou 0,9% em relação ao mesmo mês de 2025. Foi a menor queda registrada no estado em nove meses, indicando uma desaceleração do desempenho negativo observado nos períodos anteriores.
A fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis continuou apresentando resultado negativo, mas a retração foi menor em junho, chegando a 14,9%. As indústrias extrativas também recuaram, com queda de 5,4%, mesmo percentual registrado em maio.
Em contrapartida, duas atividades tiveram crescimento expressivo no mês. A fabricação de artigos do vestuário e acessórios avançou 67,4%, enquanto a produção de alimentos aumentou 9,7%. O IBGE informou ainda que junho de 2026 teve 21 dias úteis, contra 20 registrados no mesmo mês do ano anterior.
Considerando o período de 12 meses encerrado em junho, a indústria do Rio Grande do Norte acumulou retração de 9,4%. Nesse intervalo, apenas duas atividades apresentaram crescimento, as indústrias extrativas, com alta de 3,7%, e a fabricação de artigos do vestuário e acessórios, que avançou 59,8%.
Na outra ponta, a fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis acumulou queda de 21,9%. A fabricação de produtos alimentícios também registrou resultado negativo, embora mais moderado, com retração de 0,2%.
O desempenho do estado contrasta com o resultado nacional. Em junho, a produção industrial brasileira cresceu 1,7% na comparação com o mesmo mês de 2025. Dos 18 locais analisados pelo IBGE, oito apresentaram crescimento.
A próxima divulgação da pesquisa, referente ao desempenho da indústria em julho, está prevista para 10 de setembro.