Cidades
Publicado em 18/09/2026, às 08h58 Internet Redação
A Praia da Redinha será palco de uma mobilização ambiental neste sábado (19), quando cerca de 100 voluntários deverão participar de um mutirão para recolher resíduos deixados na faixa de areia. A iniciativa ocorre em alusão ao Dia Mundial da Limpeza, celebrado no terceiro fim de semana de setembro, e terá participação aberta ao público.
A concentração está marcada para as 8h, no Mercado Público da Redinha, e os trabalhos devem seguir até as 10h. Esta será a primeira vez que o mutirão organizado pelo Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) chega à Redinha, ampliando uma iniciativa realizada desde 2021 em diferentes pontos do litoral potiguar.
A ação é coordenada pelo Núcleo de Extensão e Prática Profissional em Soluções Ambientais do IFRN (NEPPSA/IFRN), sob responsabilidade da professora Dayana Torres, em parceria com instituições públicas e entidades ligadas à área ambiental.
Como participar do mutirão
Embora a atividade seja aberta à população, os interessados precisam realizar um cadastro prévio para participar.
As inscrições são feitas pela plataforma oficial de eventos do IFRN. A organização espera receber estudantes, moradores da Redinha, representantes de instituições parceiras e voluntários interessados em contribuir com a iniciativa.
Serviço:
Evento: Mutirão de limpeza da Praia da Redinha
Data: sábado (19)
Horário: das 8h às 10h
Concentração: Mercado Público da Redinha
Participação: aberta ao público
Inscrição: cadastro prévio pela plataforma de eventos do IFRN
→ Clique aqui para se inscrever
Primeira ação na Redinha
O trabalho de limpeza coordenado pelo NEPPSA/IFRN já é realizado desde 2021 como parte das atividades relacionadas ao Dia Nacional da Limpeza. A edição deste sábado, no entanto, marca a estreia da Redinha entre os locais escolhidos para receber a mobilização.
Além da retirada dos resíduos, o objetivo é utilizar a atividade como instrumento de educação ambiental, chamando a atenção para o impacto provocado pelo descarte inadequado de materiais nas praias e no ambiente marinho.
Para a professora Dayana Torres, a mobilização também ajuda a mostrar que o problema não termina quando o lixo deixa de ser visível na areia.
Sábado será um dia em que o mundo inteiro se mobiliza em relação à quantidade de lixo que nós deixamos no ambiente e aos impactos disso, como a presença de microplástico nos resíduos sólidos, nos alimentos e na água que a gente consome, além das consequências para as praias”, explica.
Segundo ela, o mutirão pretende transformar a retirada dos resíduos em uma oportunidade para discutir a responsabilidade de cada pessoa sobre o descarte e a destinação correta do lixo.
“A ação é o momento de chamar atenção para o cuidado com o descarte desses resíduos e de falar sobre a responsabilidade adequada da destinação”, acrescenta.
Lixo de pesca deve aparecer entre os resíduos
Um dos pontos de atenção nesta edição será a possibilidade de encontrar materiais relacionados à atividade pesqueira.
A Redinha é uma região com forte presença da pesca, o que pode fazer com que parte dos resíduos recolhidos tenha origem nessa atividade. A equipe também espera encontrar materiais que normalmente aparecem em ações semelhantes realizadas em outras praias.
Possíveis resíduos:
A destinação do material recolhido será realizada por uma empresa parceira do mutirão, responsável pela disposição final dos resíduos coletados durante a ação.
Microplástico é uma das preocupações
A presença de microplásticos está entre os principais problemas ambientais associados ao descarte inadequado de resíduos.
Materiais plásticos que chegam ao ambiente podem se fragmentar e permanecer no ecossistema em partículas cada vez menores. Esses resíduos podem atingir a água, os sedimentos e organismos marinhos, ampliando os impactos da poluição.
É justamente esse tipo de consequência que o mutirão pretende ajudar a tornar mais visível para a população.
A proposta, portanto, vai além da quantidade de sacos de lixo retirados da praia. A mobilização busca estimular uma mudança de comportamento em relação ao consumo, ao descarte e à destinação dos resíduos.
Projeto também atua em outras ocasiões
Apesar de o Dia Mundial da Limpeza concentrar uma das principais ações do NEPPSA/IFRN, os mutirões não ficam restritos ao calendário ambiental.
De acordo com Dayana Torres, o grupo também realiza atividades quando é procurado por instituições interessadas em desenvolver ações de conscientização e limpeza ambiental.
Um dos exemplos ocorreu em dezembro do ano passado, durante o Dezembro Laranja, campanha de conscientização relacionada à prevenção e ao combate ao câncer de pele.
Na ocasião, o núcleo participou de uma ação de limpeza na Via Costeira em parceria com a Liga Norte Riograndense Contra o Câncer.
“Fizemos uma ação de limpeza na Via Costeira em parceria com a Liga Norte Riograndense Contra o Câncer, alusiva ao combate à doença. Então, esse trabalho pode acontecer em outras ocasiões, desde que sejamos procurados”, afirma a professora.
Poder público e entidades participam
A mobilização deste sábado reúne diferentes instituições. Além do NEPPSA/IFRN, participam da organização a Mútua, a Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES) e a Associação Profissional dos Engenheiros Ambientais do Rio Grande do Norte (APEA-RN), entre outras entidades.
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo de Natal (Semurb) também estará envolvida na ação.
Para o secretário Sérgio Pinheiro, a conservação dos espaços públicos exige uma atuação conjunta entre governo, instituições e população.
A conservação da nossa cidade é uma responsabilidade compartilhada. Iniciativas como esta unem poder público, instituições de ensino e sociedade em uma ação concreta, que contribui para a limpeza da praia e, principalmente, para ampliar a consciência sobre o descarte adequado dos resíduos e a proteção do ambiente costeiro”, destaca.
Estudantes e moradores devem participar
A expectativa é que o grupo de voluntários seja formado por diferentes segmentos da sociedade. Entre os participantes esperados estão estudantes do IFRN e da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), moradores da comunidade, representantes das instituições parceiras e pessoas interessadas na preservação ambiental.
A escolha da Redinha para esta edição também aproxima a iniciativa de uma comunidade diretamente ligada ao litoral e à atividade pesqueira.
Ao reunir limpeza, educação ambiental e participação comunitária, o mutirão pretende deixar como resultado não apenas uma faixa de areia com menos resíduos, mas também uma discussão sobre a responsabilidade coletiva pela conservação das praias de Natal.