Cidades
Publicado em 28/10/2026, às 19h40 Sandro Menezes/Assecom Jussier Lucas
O Porto de Natal recebeu uma licença ambiental para realizar a dragagem da bacia de evolução do Rio Potengi, área utilizada para as manobras dos navios antes da atracação. O documento foi concedido pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema) à Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern) e assinado na terça-feira (27).
A obra prevê a retirada de até 1,4 milhão de metros cúbicos de sedimentos do fundo do rio. A intervenção deverá aprofundar a área até 12,5 metros, condição que, segundo a Codern, permitirá a operação de embarcações maiores e ampliará a capacidade de transporte de cargas pelo terminal.
O cronograma da obra ainda será definido pela companhia em conjunto com a empresa responsável pela execução. A licença ambiental representa uma etapa necessária para a realização do serviço, que complementará a dragagem do canal de acesso ao porto, já concluída.
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A licença estabelece medidas para acompanhar os possíveis impactos da dragagem. Entre as exigências estão o monitoramento da qualidade da água, dos sedimentos e dos organismos aquáticos, além do controle da turbidez, fenômeno provocado pela presença de partículas em suspensão na água.
Também deverão ser monitoradas a área destinada ao descarte do material retirado do fundo do rio e a região da Praia da Redinha e arredores, com o objetivo de identificar possíveis alterações na dinâmica costeira.
O documento prevê ainda medidas para reduzir riscos à fauna marinha, incluindo tartarugas, baleias e golfinhos. A Codern deverá disponibilizar um canal de comunicação para pescadores artesanais e comunidades situadas na área de influência da obra, além de realizar uma consulta à colônia de pescadores da região.
Segundo o diretor-presidente da Codern, Paulo Henrique Macedo, a nova etapa poderá ampliar o comprimento dos navios que atracam no terminal e contribuir para a segurança das manobras na bacia de evolução e no canal de acesso.
O diretor administrativo e financeiro da companhia, Hugo Alexandre Meneses Fonseca, afirmou que a articulação do governo estadual em Brasília contribuiu para a obtenção de recursos federais destinados à obra.
De acordo com o diretor-geral do Idema, Werner Farkatt, a análise ambiental levou cerca de quatro meses, desde a apresentação do pedido até a conclusão do licenciamento.