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Publicado em 29/07/2026, às 11h43 Reprodução internet Redação
O comércio do Rio Grande do Norte consolidou seu papel como um dos principais motores da economia estadual em 2024. Levantamento divulgado nesta quarta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que o setor movimentou mais de R$ 73 bilhões ao longo do ano, manteve milhares de empresas em funcionamento e garantiu emprego para mais de 126 mil trabalhadores.
Os dados fazem parte da Pesquisa Anual de Comércio (PAC) e revelam não apenas o volume financeiro gerado pelas atividades comerciais, mas também como está distribuída a participação dos segmentos de varejo, atacado e comércio de veículos automotores, além de apresentar informações sobre salários, número de empresas e margem de comercialização.
Entre todas as atividades pesquisadas, o comércio varejista continua sendo o principal responsável pela movimentação econômica do setor no estado.
Dos R$ 73,395 bilhões registrados em receita bruta de revenda durante 2024:
Na prática, isso significa que mais da metade de toda a receita comercial do Rio Grande do Norte foi gerada pelas vendas diretamente ao consumidor.
Três em cada quatro empresas pertencem ao varejo
O levantamento também mostra que o estado possuía 20.880 empresas comerciais em atividade no ano passado.
Desse total:
Além de concentrar a maior parte dos estabelecimentos, o varejo também lidera quando o assunto é geração de empregos.
Mais de 126 mil pessoas trabalham no comércio do RN
Segundo o IBGE, o comércio empregava 126.157 pessoas em 2024.
A distribuição por segmento ficou assim:
89.769 trabalhadores no comércio varejista;
22.453 no atacado;
13.935 no comércio de veículos automotores e motocicletas.
Os números reforçam o peso do setor para o mercado de trabalho potiguar e sua importância na geração de renda.
Empresas desembolsaram quase R$ 3,5 bilhões em remunerações
Outro dado levantado pela pesquisa diz respeito aos gastos das empresas com pessoal.
Em 2024, os estabelecimentos comerciais do estado desembolsaram R$ 3,490 bilhões com salários, retiradas e outras formas de remuneração.
O salário médio pago aos trabalhadores do setor foi equivalente a 1,5 salário mínimo.
O melhor rendimento apareceu no comércio atacadista, cuja média chegou a 1,7 salário mínimo.
Já o varejo e o comércio de veículos registraram remuneração média de 1,5 salário mínimo.
Margem de comercialização ultrapassa R$ 15 bilhões
A pesquisa também calculou a chamada margem de comercialização, indicador que representa a diferença entre a receita líquida obtida com as vendas e o custo das mercadorias revendidas.
No Rio Grande do Norte, esse resultado chegou a R$ 15,360 bilhões em 2024.
A participação de cada segmento foi:
66,1% no comércio varejista;
24,6% no atacado;
9,3% no comércio de veículos.
O desempenho confirma que o varejo continua sendo o principal responsável pela geração de valor dentro da atividade comercial no estado.
O que mede a Pesquisa Anual de Comércio?
Realizada pelo IBGE, a Pesquisa Anual de Comércio (PAC) acompanha o desempenho das empresas cuja principal atividade é a compra e revenda de mercadorias, novas ou usadas, sem transformação significativa dos produtos.
O levantamento reúne indicadores como:
A pesquisa não inclui atividades como manutenção e reparação de veículos, comércio ambulante e algumas modalidades específicas do comércio varejista.