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Publicado em 26/02/2026, às 16h23 Reprodução/Internet Malu Machado
O Exército Brasileiro vive um momento histórico. Pela primeira vez em sua trajetória centenária, uma mulher foi indicada para o posto de general. A escolha da coronel médica Cláudia Lima Gusmão Cacho ocorreu nesta quarta-feira (25), após votação secreta do Alto Comando da Força.
A oficial, de 57 anos, agora aguarda apenas a oficialização por meio de decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Por tradição, o Palácio do Planalto acata as decisões do Alto Comando, o que deve confirmar a ascensão de Cláudia Gusmão ao generalato nos próximos dias.
Natural de Recife (PE), a futura general possui uma trajetória marcante em solo potiguar. Médica pediatra de formação, ingressou no Exército em 1996 e, ao longo de sua ascensão, ocupou cargos de alta relevância, como a direção do Hospital de Guarnição de Natal(HGuN). Além da capital potiguar, ela também dirigiu o Hospital Militar de Área de Campo Grande.
A indicação é vista como um marco simbólico de modernização e ampliação da presença feminina em cargos de alta cúpula das Forças Armadas. Embora a Marinha e a Aeronáutica já possuam mulheres em postos de oficiais-generais, o Exército ainda não havia rompido essa barreira em seu escalão máximo.
Diferente das áreas de combate (infantaria, cavalaria, etc.), que passaram a aceitar mulheres na linha de frente mais recentemente, a área de saúde sempre foi a principal porta de entrada para o público feminino nas Forças Armadas.
Ao alcançar o posto de General de Brigada, Cláudia Gusmão não apenas assume o comando de diretrizes médicas e administrativas, mas também abre caminho para que futuras oficiais das armas de combate, alcancem o mesmo topo da carreira no futuro.
A futura general possui um currículo extenso e uma trajetória de quase três décadas dedicadas ao Exército Brasileiro.