Cidades
Publicado em 11/09/2026, às 06h06 Alex Régis Lavínia Manso
Natal registrou, em agosto, a segunda cesta básica mais barata entre as 27 capitais brasileiras, segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Na capital potiguar, o conjunto de alimentos essenciais custou R$ 627,42, valor que representa uma redução de 0,65% em relação ao mês anterior.
A queda fez parte de um movimento nacional de redução dos preços. Das 27 capitais analisadas pela Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, 25 apresentaram diminuição no custo da cesta entre julho e agosto.
As maiores retrações foram registradas em Rio Branco, com 4,68%, Manaus, com 4,55%, e Boa Vista, com 4,47%. Mesmo com a redução em Natal, o valor da cesta ainda está acima do registrado no início do ano.
Entre janeiro e agosto, a cesta básica acumulou alta de 5,07% na capital potiguar. Já na comparação com agosto de 2025, o aumento foi de 0,87%.
Dos 12 produtos considerados no levantamento, oito ficaram mais baratos durante agosto. A maior queda foi registrada no preço da banana, que recuou 7,13% em relação a julho.
Também apresentaram redução o açúcar cristal, com queda de 2,75%, o arroz agulhinha, com 1,31%, e o café em pó, que ficou 1,01% mais barato.
O pão francês teve redução de 0,85%, enquanto o feijão carioca caiu 0,41%. A carne bovina de primeira recuou 0,25% e o tomate apresentou queda de 0,21%.
Enquanto a maioria dos alimentos ficou mais barata, quatro itens registraram aumento de preço em Natal. O maior avanço foi observado no leite integral, que teve alta de 3,98% em agosto.
O óleo de soja também ficou mais caro, com aumento de 1,89%. Já a farinha de mandioca registrou alta de 0,74%, enquanto a manteiga teve elevação de 0,35%.
O levantamento também estima o valor do salário mínimo necessário para que uma família formada por dois adultos e duas crianças consiga arcar com as despesas básicas.
Em agosto, o Dieese calculou que seriam necessários R$ 7.565,86, o equivalente a 4,67 vezes o salário mínimo de R$ 1.621.
A Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos passou a contemplar as 27 capitais brasileiras após uma parceria firmada entre o Dieese e a Conab em 2024.
Antes do acordo, o levantamento acompanhava os preços em 17 capitais. Com a ampliação, todas as unidades da Federação passaram a integrar a pesquisa.
Os resultados com a nova abrangência começaram a ser divulgados em agosto de 2025. O levantamento acompanha a evolução dos preços dos alimentos básicos e também serve como referência para informações relacionadas às políticas de abastecimento e segurança alimentar.