☰
✕

Cidades

Morte de Titina Medeiros chama o foco para o câncer de pâncreas no RN; veja os números

O Rio Grande do Norte é o quarto estado do Nordeste com mais casos diagnosticados de câncer de pâncreas, segundo painel do Ministério da Saúde  |  Imagem criada por IA

Publicado em 18/01/2026, às 06h00   Imagem criada por IA   Anderson Barbosa

Faz exatamente uma semana, neste domingo (18), que a atriz potiguar Titina Medeiros faleceu vítima de um câncer no pâncreas. Desde o lamentável ocorrido, as pessoas têm buscado informações sobre a doença. Afinal, o que é o câncer de pâncreas?

É mesmo um dos tipos mais letais e silenciosos entre as neoplasias malignas? Quantos casos foram registrados no Rio Grande do Norte nestes últimos anos? Quantas pessoas morreram por causa desta enfermidade? Como diagnosticar a doença? Existe tratamento? 

Estas são algumas perguntas que o BNews Natal responde nesta matéria, com informações da Secretaria da Saúde Pública do RN (SESAP) e da médica oncologista Recídia Rebouças.

RN é o quarto estado do Nordeste com mais casos de câncer de pâncreas

O Rio Grande do Norte é o quarto estado do Nordeste com mais casos diagnosticados de câncer de pâncreas, segundo o Painel-Oncologia - BRASIL, do Ministério da Saúde. 

Casos de Câncer de Pâncreas no Nordeste

Entre os anos de 2020 e 2025, o RN registrou 522 casos da doença, ficando atrás da Bahia (999), Pernambuco (737) e Ceará (712). Na região, Sergipe é o estado com menos diagnósticos. Foram 247 casos no período.

Mulheres são maioria 

Ainda de acordo com dados do MS, dos 522 casos da doença, 297 foram diagnosticados em mulheres, o que representa 56,89% do total.

Doença está em queda no estado

O câncer de pâncreas está em queda no estado. De acordo com os dados do Painel-Oncologia Brasil, o Rio Grande do Norte apresenta uma tendência de redução nos casos de câncer de pâncreas (C25 - Neoplasia maligna do pâncreas) entre 2020 e 2025. Em 2020, foram registrados 71 casos, enquanto em 2025 o número caiu para 67 casos.

Essa queda de 5,63% pode indicar avanços na prevenção, diagnóstico precoce ou tratamento da doença no RN. No entanto, é importante destacar que o câncer de pâncreas continua sendo uma doença grave e silenciosa, com sintomas muitas vezes difíceis de detectar.

Câncer de pâncreas tem a sétima maior taxa de mortalidade entre as mulheres

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) foi citada em reportagens que destacam um dado alarmante da saúde feminina no Brasil. Embora o câncer de pâncreas ocupe apenas o 11º lugar em incidência entre as mulheres, ele já é a 7ª principal causa de morte por câncer, evidenciando sua alta letalidade e o desafio do diagnóstico tardio.

Células anormais que crescem de forma descontrolada

O pâncreas corresponde a uma glândula, localizada atrás do estômago, que produz enzimas digestivas e hormônios reguladores do açúcar no sangue, sendo dividido em 3 porções: cabeça, corpo e cauda. Quando células anormais crescem de forma descontrolada no tecido pancreático, formam um tumor, que pode invadir órgãos vizinhos e se disseminar pelo organismo, desenvolvendo metástases.

Câncer de pâncreas raramente causa sintomas nas fases iniciais

O câncer de pâncreas, habitualmente, não causa sintomas nas fases iniciais. Isso dificulta sua detecção precoce. Assim, muitos casos são diagnosticados apenas quando o câncer já está em estágio avançado. Entre os sinais que podem surgir, destacam-se:

Médica oncologista Dra. Recídia Rebouças

O câncer de pâncreas é uma das neoplasias mais agressivas

“ câncer de pâncreas é considerado uma das neoplasias mais agressivas por diversos motivos”, alerta a médica oncologista Recídia Rebouças.
Ela destaca ainda os seguintes pontos:

Tratamentos existentes

O tratamento do câncer de pâncreas depende do estágio no momento do diagnóstico e do estado geral de saúde do paciente:

Ainda que existam opções terapêuticas, o prognóstico geral continua reservado, especialmente nos casos diagnosticados tardiamente.

Conscientização e diagnóstico precoce

"Para reduzir o risco de câncer de pâncreas, é importante a adoção de um estilo de vida saudável: não fumar (principal fator de risco para a doença), controle de peso, evitar uso de bebidas alcoólicas e o controle de doenças crônicas, sobretudo o diabetes, além de acompanhamento especializado em casos com histórico familiar”, destaca Recídia.

A atriz Titina Medeiros (Reinaldo Marques/TV Globo)

Titina Medeiros

Titina Medeiros morreu aos 48 anos no domingo passado (11), em Natal. Apesar de ser natural de Currais Novos, passou a infância e praticamente toda a adolescência em Acari, na região Seridó do estado. Em Natal, iniciou o curso de Jornalismo na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), mas as artes a abraçaram e ela optou por seguir a carreira de atriz.

Talentosa, ficou conhecida nacionalmente por seus papéis cômicos e de imenso carisma no teatro e na televisão, destacando-se como a empreguete "Socorro", na novela Cheias de Charme, da TV Globo. Na emissora, ela também fez sucesso nas novelas Geração Brasil e Amor Perfeito, e em séries como Os Roni e Cangaço Novo.

No teatro, Titina se destacou por integrar o grupo teatral Clowns de Shakespeare.

Abaixo, confira alguns dos principais destaques dos trabalhos da atriz potiguar Titina Medeiros. 

Televisão

Cinema

Teatro

Leia também

Classificação Indicativa: Livre


TagsRNDoençaOncologiacâncer de pâncreasTitina medeirosRio Grade do Norte