Cidades
Publicado em 08/11/2026, às 18h29 Imagem: Reprodução Mayane Bezerra
As mensalidades das escolas particulares no Brasil podem registrar reajustes entre 7% e 10% em 2027, segundo projeção do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre). O aumento pode ficar acima da inflação estimada para 2026, de 5,22%, conforme o Boletim Focus do Banco Central.
Uma pesquisa realizada pelo Grupo Rabbit, com 580 instituições de ensino, aponta que o reajuste médio previsto para o próximo ano é de 9%. As informações foram divulgadas pelo jornal O Globo.
Entre os principais fatores que pressionam os valores estão os aumentos nas despesas com energia elétrica, água, materiais escolares, manutenção, infraestrutura, tecnologia e salários dos profissionais da educação.
Além disso, algumas instituições já consideram possíveis impactos financeiros de mudanças na jornada de trabalho, incluindo o eventual fim da escala 6×1.
No Rio de Janeiro, o Colégio Cruzeiro elevou sua previsão de reajuste de 9,5% para 14,9%, considerando possíveis custos adicionais relacionados à redução da jornada semanal dos funcionários.
Outras instituições anunciaram percentuais menores. O Colégio dos Santos Anjos estabeleceu reajuste de 8,5%, enquanto o Santo Inácio definiu aumento de 7,8%. Já o Colégio e Curso Tamandaré prevê correção de 8% para 2027.
Os percentuais mostram que os reajustes podem variar conforme a estrutura de custos e o planejamento financeiro de cada escola.
Uma das preocupações do setor envolve o pagamento de professores contratados por hora-aula. Dependendo das regras adotadas para o cálculo do Descanso Semanal Remunerado (DSR), as despesas com esses profissionais poderão aumentar.
Estimativas apresentadas por instituições de ensino apontam possíveis elevações de 20% a 22% nesses custos, caso determinadas alterações sejam implementadas. Os efeitos, no entanto, ainda dependem de definição das regras trabalhistas.
O setor também aponta dificuldades financeiras acumuladas desde a pandemia, período em que escolas concederam descontos para manter alunos e ampliaram investimentos em tecnologia.
Os reajustes para 2027 ainda dependem das decisões de cada instituição. A projeção de até 10% representa uma estimativa de mercado, e não um limite legal para o aumento das mensalidades.