Cidades
Publicado em 02/05/2026, às 13h26 Foto: Reprodução Mayane Bezerra
O Congresso Extraordinário da Federação Nacional dos Médicos, realizado em Natal, encerrou neste sábado (2) três dias de debates sobre os desafios do trabalho médico no Brasil e no cenário internacional.
O evento integrou o Encontro Médico Ibero-Americano e reuniu lideranças da área da saúde, estudantes, sindicalistas e representantes de outros países para discutir temas como precarização das relações de trabalho, saúde mental dos profissionais e formação médica.
Entre os principais pontos abordados estiveram a pejotização da medicina, o aumento de casos de adoecimento psicológico entre profissionais, a violência digital contra médicos e a expansão de cursos de medicina sem critérios considerados adequados.
As discussões também envolveram os impactos da reforma tributária sobre clínicas e profissionais liberais, além das condições de trabalho no sistema de saúde.
Durante o encontro, participantes destacaram que as mudanças nas relações trabalhistas têm afetado diretamente a estabilidade da profissão e a qualidade da assistência prestada à população.
Um dos momentos de maior repercussão foi a palestra da desembargadora Ivani Contini Bramante, que abordou os desafios enfrentados pelos sindicatos no Brasil e o fenômeno classificado como “sindicatofobia”.
O debate contou ainda com a participação do representante do Ministério Público do Trabalho no RN, que reforçou o papel das entidades sindicais como instrumento de equilíbrio nas relações entre empregadores e trabalhadores.
No eixo internacional, representantes de países ibero-americanos defenderam maior integração entre entidades médicas para fortalecer a luta por melhores condições de trabalho e proteção institucional.
O encontro foi encerrado com a aprovação de documentos como a Carta de Natal e diretrizes voltadas à valorização da categoria, fortalecimento sindical e defesa do trabalho digno.
Entre os encaminhamentos, está a aproximação da FENAM com a Organização Internacional do Trabalho, levando o debate sobre as condições de trabalho médico para o cenário global.