Cidades
Publicado em 12/08/2026, às 06h08 Ascom / Reprodução Lavínia Manso
Médicos da Unidade de Pronto Atendimento Nova Esperança (UPA) e do Hospital Municipal Deputado Márcio Marinho, em Parnamirim, ameaçam paralisar os atendimentos nos próximos dias caso os valores atrasados pelos serviços prestados nas duas unidades não sejam quitados. A categoria afirma que o último pagamento recebido corresponde ao mês de abril e cobra uma solução imediata para os repasses pendentes.
Os profissionais relatam que os atrasos são recorrentes e envolvem pagamentos realizados por meio das cooperativas médicas Cooperativa Médica do Rio Grande do Norte (Coopmed) e Cooperativa dos Médicos Anestesiologistas do Rio Grande do Norte (Coopanest), além da empresa Groupmed. Segundo os médicos, permanecem em aberto, pelo menos, os valores referentes a maio e junho, enquanto a fatura de julho ainda está em processamento.
Diante da situação, os profissionais afirmam que já estão adotando as providências necessárias para uma possível suspensão das atividades. Caso o movimento seja confirmado, a categoria diz que seguirá as exigências legais previstas para serviços de urgência e emergência, com a manutenção dos atendimentos considerados essenciais.
Ao BNews RN, o presidente da Coopanest, Sérgio Lima, disse que a cooperativa não possui contratos com a UPA nem com o Hospital Municipal Deputado Márcio Marinho, e que não existe nenhuma paralisação envolvendo médicos da entidade paralisados em Parnamirim.
Os médicos destacam que a mobilização não tem como objetivo obter reajustes salariais ou novos benefícios. A reivindicação, segundo a categoria, é pelo pagamento de serviços que já foram efetivamente prestados nas duas unidades de saúde de Parnamirim.
Além da regularização dos valores em atraso, os profissionais solicitam que as cooperativas e os gestores responsáveis apresentem um posicionamento formal sobre a situação. A categoria também cobra a quitação dos débitos e medidas que impeçam a repetição dos atrasos nos próximos meses.
Outra exigência apresentada pelos médicos é a criação de uma data fixa para os próximos pagamentos. De acordo com os profissionais, estabelecer um calendário de repasses permitiria maior previsibilidade e ajudaria a evitar que novos atrasos comprometam a prestação dos serviços.
Procurada sobre a situação, a Prefeitura de Parnamirim confirmou a existência de débitos relacionados aos serviços médicos. Em relação à possibilidade de paralisação, o município informou que não recebeu uma notificação oficial sobre o movimento.
Enquanto aguardam uma definição sobre os pagamentos, os médicos afirmam que seguem avaliando as medidas necessárias para cobrar a regularização dos repasses. A eventual paralisação deverá respeitar as normas aplicáveis aos serviços de urgência e emergência, segundo a categoria.