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Publicado em 16/01/2026, às 14h00 Procura e alta no material escolar em Natal - Elí Bernardo, Bnews Natal Elí Bernardo
O Instituto Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon Natal), constatou que houve aumento de 14% nos preços de 19 itens da lista de material escolar neste ano, em comparação a 2025.
Na pesquisa de produtos que compõem a lista de material escolar dos estudantes (exceto livros), foram analisados os preços de 39 itens de papelaria, como apontador, borracha, caneta esferográfica, cola plástica e bastão, canetas hidrográficas, lápis de cera, gizão de cera, lápis de cor pequeno e grande, lápis preto nº2, tinta guache, régua plástica, cadernos capa dura de quatro matérias e universitários de dez matérias, lapiseira, tesoura sem ponta, papel tamanho ofício e A4 (resma e cento), entre outros.
Foram vistoriados 23 estabelecimentos, sendo papelarias livrarias, hipermercados, atacadista e as lojas de departamentos. Os locais foram selecionados entre os maiores e mais tradicionais do comércio nos bairros da cidade abrangendo as quatro zonas da capital. A coleta de dados ocorreu na primeira semana útil do mês de janeiro de 2026.
O Núcleo de Pesquisa do Procon Natal ressalta que a pesquisa tem como finalidade oferecer parâmetros para o consumidor economizar, com indicação de preços mínimos, médios e máximos observados na amostra.
Foi constatado um aumento de 14% nos preços de 19 produtos analisados no ano passado, com um custo médio de R$ 154,74, já este ano os mesmos produtos custa em média R$ 179,08, ou seja, um aumento em reais de R$ 24,34. Este percentual é bem maior que a inflação no ano 5,17%, de acordo com o Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA).
Produtos mais caros
Segundo a análise do estudo, o conjunto de caneta hidrográfica com 12 unidades teve aumento de 14% (de R$ 13,57 para R$ 14,85). O Lápis grafite teve aumento de 55% (de R$ 1,33 para R$ 2,94). A resma de papel A4, : aumento de 8% (de
R$ 24,90 para R$ 31,99). A Régua plástica de 30 cm: teve variação de 7% preço de R$ 3,55 contra R$ 0,99.
Comparando os preços dos produtos pesquisados entre o maior e o menor, relevantes entre os estabelecimentos o estudo apontou os seguintes itens:
Orientações do Procon aos pais
Segundo o órgão de defesa e proteção ao consumidor, Procon Natal, os materiais solicitados devem ter finalidade didática e ser justificados no plano de atividade da aula. Materiais de uso coletivo devem ser fornecidos pela própria instituição de ensino.
Os pais devem analisar criteriosamente as listas de materiais escolares, garantindo que os itens solicitados atendam às necessidades dos estudantes", orientou o agente fiscal do Procon Natal, Carlos Freire, em entrevista ao Bnews Natal.
"Recomenda-se pesquisar preços em diferentes estabelecimentos, pois nem sempre comprar toda a lista em um único local é mais econômico. Uma opção é realizar compras coletivas para negociar descontos. Também é válido verificar quais materiais do ano anterior podem ser reutilizados".
Ainda segundo o órgão, as escolas não podem exigir: itens de uso coletivo, como material de expediente ou limpeza. Assim como determinadas marcas, salvo uniformes ou materiais produzidos pela própria escola. Como também compra de materiais diretamente na instituição de ensino, pois isso configura venda casada, conforme o Art. 39º do Código de Defesa do Consumidor (CDC).