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Cidades

Líderes do Comando Vermelho podem ser transferidos para presídio federal de Mossoró

Sete dos dez líderes do Comando Vermelho serão transferidos para presídios federais após atuação criminosa dentro das prisões.  |  Divulgação / Agência Brasil - Depen

Publicado em 05/11/2025, às 11h01   Divulgação / Agência Brasil - Depen   BNews Natal

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O juiz titular da Vara de Execuções Penais (VEP) do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), Rafael Estrela Nóbrega, autorizou a transferência de sete dos dez presos apontados como líderes do Comando Vermelho (CV) para presídios federais de segurança máxima. Segundo o governo do Estado, os detentos continuam atuando no crime organizado mesmo dentro das unidades prisionais.
O pedido foi feito pelo governador Cláudio Castro (PL) ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, com o objetivo de interromper a comunicação dos chefes da facção após a megaoperação realizada nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro.

Os presos que serão transferidos são:
Inicialmente, foi solicitada a transferência de dez suspeitos, mas a VEP concedeu cinco dias para que a Polícia Civil envie mais informações sobre dois deles: Leonardo Farinazzo Pampuri, o Léo Barrão, e Wagner Teixeira Carlos, o Waguinho de Cabo Frio, apontado como chefe do tráfico na Região dos Lagos.

O processo referente ao cabo da Marinha Riam Maurício Tavares Mota, o décimo nome da lista da Polícia Civil, ainda está sob análise no Juízo de Organização Criminosa, aguardando julgamento. O militar é acusado de operar drones para o Comando Vermelho. 

Em 2023, Riam foi preso pela Polícia Federal dentro de um quartel em Niterói, na Região Metropolitana do Rio. Ele é apontado como o responsável por desenvolver dispositivos que acoplavam granadas a drones e por treinar criminosos no uso dos equipamentos em ataques a grupos rivais.

Sistema Penitenciário Federal
O sistema prisional federal de segurança máxima é composto por cinco unidades, localizadas em Mossoró (RN), Brasília (DF), Porto Velho (RO), Campo Grande (MS) e Catanduvas (PR). O modelo é considerado eficaz para isolar líderes criminosos e desarticular facções, mantendo-os longe da comunicação com o crime organizado.

A operação

A megaoperação policial que motivou o pedido de transferência resultou na morte de pelo menos 119 pessoas, entre elas quatro agentes de segurança e 115 suspeitos, segundo a Polícia Civil. A ação foi conduzida pelas polícias Civil e Militar nos complexos da Penha e do Alemão, na zona norte do Rio, e mobilizou cerca de 2.500 agentes para cumprir mandados de prisão e busca e apreensão.
O número de mortos supera o massacre do Carandiru, ocorrido em 1992, em São Paulo, quando 111 detentos foram mortos durante uma operação policial.

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