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Licença-maternidade pode chegar a 6 meses após decisão do STF; entenda

Supremo Tribunal Federal decide unificar regras de licença-maternidade, garantindo 120 dias para mães biológicas e adotantes em todo o Brasil  |  Magnific

Publicado em 24/09/2026, às 07h09   Magnific   Lavínia Manso

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, nesta quarta-feira (23), unificar as regras da licença-maternidade para mães biológicas e adotantes em todo o país. Com o novo entendimento, o afastamento remunerado será de 120 dias, com possibilidade de prorrogação por mais 60 dias nas situações previstas em lei, podendo chegar a seis meses, independentemente da origem da maternidade ou do vínculo profissional da beneficiária.

A decisão tem efeito imediato e também alcança mulheres que já estavam de licença na data do julgamento. Períodos de afastamento encerrados antes desta quarta-feira, no entanto, não serão reabertos ou compensados.

As novas regras abrangem tanto trabalhadoras da iniciativa privada quanto servidoras públicas. O objetivo é eliminar diferenças existentes entre os períodos concedidos a mães biológicas e adotantes e garantir tratamento uniforme na proteção à maternidade e à criança.

O que muda com a decisão do Supremo

Na prática, mães adotantes passam a ter assegurados os mesmos critérios e prazos aplicados às mães biológicas. O período básico será de 120 dias e poderá ser ampliado em outros 60 dias quando forem atendidos os requisitos legais para a prorrogação.

No caso das mães biológicas, o prazo poderá ser contado a partir do nono mês de gestação, do parto ou da alta hospitalar da mãe ou do recém-nascido, considerando a situação aplicável. Para as mães adotantes, a contagem poderá começar na data da adoção ou da obtenção da guarda para fins de adoção.

O julgamento ocorreu no âmbito de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI). Os ministros acompanharam o entendimento apresentado pelo relator, ministro Alexandre de Moraes, de que não deve existir diferenciação entre mães biológicas e adotantes na concessão do benefício.

Lula comemora decisão sobre licença-maternidade

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manifestou após a conclusão do julgamento e comemorou a decisão do STF, destacando a possibilidade de ampliação do período de licença para até seis meses.

Defendi a ampliação da licença-maternidade de 4 para 6 meses, e essa conquista acaba de ser confirmada no Supremo. Isso me enche de felicidade. A medida vale a partir de hoje para todas as mães biológicas e adotantes que ainda não tinham direito aos seis meses. Vale mesmo para quem já tinha começado a licença”, afirmou o presidente.

O ponto central definido pela Corte é a igualdade dos critérios para mães biológicas e adotantes, mantendo o período de 120 dias e a possibilidade de acréscimo de outros 60 dias nas hipóteses previstas na legislação.

Licença-paternidade terá ampliação gradual

A mudança ocorre no mesmo ano em que novas regras para a licença-paternidade também avançaram no país. A Lei nº 15.371/2026, sancionada em março, prevê uma ampliação gradual do período de afastamento dos pais nos próximos anos.

Pela legislação, o benefício deverá passar para 10 dias em 2027 e 15 dias em 2028, podendo alcançar 20 dias a partir de 2029. A norma também institui o salário-paternidade no âmbito da Previdência Social.

As regras contemplam casos de nascimento, adoção e guarda judicial para fins de adoção. A legislação também estabelece condições específicas para situações como a ausência da mãe no registro civil ou o falecimento de um dos genitores.

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