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Publicado em 17/07/2026, às 10h04 Divulgação Redação
A Ponte dos Santos Mártires deu mais um passo para sair do papel após o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema) emitir a licença de instalação da obra. A autorização, publicada nesta quarta-feira (15), permite o início da execução de um dos principais projetos de mobilidade urbana da Região Metropolitana de Natal.
O empreendimento será construído com investimento estimado em R$ 45,1 milhões e teve parte dos recursos viabilizada por meio de R$ 38 milhões assegurados em 2021 pelo então ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o projeto, a destinação da verba federal foi fundamental para garantir a viabilidade financeira da obra.
A ordem de serviço chegou a ser assinada no fim de 2024, mas a construção permaneceu condicionada à emissão da licença ambiental. Com a conclusão da análise técnica e a autorização do Idema, a Prefeitura de São Gonçalo do Amarante está apta a iniciar os trabalhos, observando as condicionantes ambientais estabelecidas pelo órgão.
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A Ponte dos Santos Mártires terá aproximadamente 460 metros de extensão sobre o Rio Jundiaí, além de 1.177 metros de vias de acesso. A estrutura fará a ligação entre a RN-160 e a BR-226, conectando o Monumento dos Santos Mártires, em São Gonçalo do Amarante, à estrada do KM 6 e ao bairro das Quintas, na Zona Oeste de Natal.
A expectativa é que o novo corredor reduza o tempo de deslocamento entre os dois municípios, facilite o acesso ao Aeroporto Internacional Aluízio Alves e ofereça uma alternativa ao tráfego atualmente concentrado em outras vias da região metropolitana.
Além dos impactos na mobilidade, o projeto também é apontado como um incentivo ao turismo religioso e histórico. A nova ligação deve facilitar o acesso ao Monumento dos Santos Mártires de Cunhaú e Uruaçu, considerado um dos principais atrativos do segmento no Rio Grande do Norte, contribuindo para fortalecer a atividade turística e movimentar a economia local.
Com a licença ambiental concedida, a administração municipal poderá dar início à execução da obra, respeitando as exigências técnicas e ambientais previstas pelo Idema durante todas as etapas da construção.