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Publicado em 01/12/2025, às 08h15 Estruturas de segurança do parque superam normas do IBAMA, mas invasão foi rápida e inesperada. - Reprodução/Redes sociais Dani Oliveira
A leoa do Parque Zoobotânico Arruda Câmara, em João Pessoa, voltou ao seu recinto na tarde de domingo (30) sem a necessidade de dardos tranquilizantes. O retorno, segundo um médico veterinário do parque, só foi possível graças ao treinamento comportamental aplicado anualmente ao animal.
O caso ocorreu após a invasão de um jovem ao espaço do felino. A vítima, Gerson de Melo Machado de 19 anos, morreu em decorrência dos ferimentos provocados pela leoa.
O rapaz tinha histórico de transtornos mentais e era acompanhado pelo Conselho Tutelar e Caps da cidade; também com várias passagens pela polícia.
Como foi o retorno da leoa
De acordo com o veterinário responsável, o felino respondeu ao comando de segurança e se dirigiu para a área interna, procedimento previsto no protocolo do parque. O retorno, porém, demorou mais do que o habitual devido ao estado emocional da leoa.
Ele relatou que o animal apresentava sinais claros de estresse e choque após o episódio, o que exigiu maior cautela da equipe na contenção e recondução ao local protegido.
Pontos destacados pela equipe técnica:
- A leoa não precisou ser sedada.
- Treinamento anual permitiu que o animal obedecesse aos comandos.
- O nível de estresse do felino retardou o processo.
Como ocorreu a invasão
A Prefeitura informou que o homem escalou uma parede de mais de 6 metros, ultrapassou grades de segurança e usou uma árvore para ter acesso ao recinto. Agentes do parque tentaram impedir a ação, mas a invasão aconteceu de maneira rápida.
Após o ataque, o parque foi fechado imediatamente para procedimentos de segurança e remoção do corpo.
Estrutura segue normas e segurança é acima do exigido
O Parque Arruda Câmara ressaltou que o recinto da leoa segue todas as especificações da instrução normativa do IBAMA, que estabelece distância, altura e barreiras necessárias para garantir proteção de visitantes, profissionais e animais.
Segundo o veterinário, a estrutura do local supera o mínimo exigido:
Medidas informadas:
- Barreira de segurança mais de 2 metros acima do padrão.
- Borda negativa de 1,5 metro para impedir escalada.
A Prefeitura reiterou que, mesmo com todos os protocolos e estruturas reforçadas, a invasão foi insistente e imprevisível.
Investigação em andamento
A Semam abriu apuração interna para esclarecer as circunstâncias do caso e colabora com as autoridades policiais.
O município também divulgou nota de solidariedade à família da vítima.