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Integrantes do MLB invadem supermercado em Natal e geram tumulto

Ação do MLB no bairro de Cidade Satélite, zona Sul, reúne 300 pessoas e protesta contra o aumento dos preços e à escassez de alimentos essenciais.  |  Foto: Reprodução/Redes Sociais

Publicado em 20/12/2025, às 12h23   Foto: Reprodução/Redes Sociais   BNews Natal Redação

Integrantes do Movimento Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) invadiram, neste sábado (20) um supermercado e realizam um protesto no local, localizado no bairro Planalto, na zona Oeste de Natal e inaugurado há poucas semanas.

De acordo com os integrantes do grupo, pelo menos 300 pessoas participam da ação, que protesta contra a fome e caristia na capital potiguar.

A carestia é a escassez ou falta de bens essenciais, como alimentos, levando a um aumento significativo dos preços (inflação), tornando-os muito caros ou inacessíveis para a população. 

Prejuízo

Durante depoimento na Comissão Especial de Inquérito (CEI) das Invasões em maio deste ano, o empresário Eugênio Pacelli, diretor da Associação de Supermercados do Rio Grande do Norte (Assurn), afirmou que recentes ocupações promovidas por movimentos sociais em supermercados de Natal resultaram em um prejuízo de R$ 3 milhões para o setor. A CEI foi instaurada na Câmara Municipal de Natal para investigar ocupações e invasões ilegais na cidade.

De acordo com Pacelli, o montante foi calculado com base em estudos da Fecomércio, que analisaram a queda no fluxo de clientes e nas vendas nos dias das manifestações. Ele destacou que a maioria das ações ocorreu em dezembro, período de maior movimento e faturamento para os supermercados.

"De quatro movimentos, três foram justamente em dezembro, que é um período mais crítico de fluxo, de muito movimento”, afirmou. “Historicamente nós sabemos que o mês de dezembro é o mês que mais se vende nos supermercados durante todo o ano”, completou o empresário.

Pacelli também mencionou um acordo nacional entre o Carrefour e os movimentos sociais, no qual a rede se comprometeu a doar cestas básicas. “O Carrefour, através de sua matriz, conversou com o movimento e se comprometeu, à época, a doar 20 mil cestas básicas como uma forma de atenuar e ajudar”, disse.

Apesar disso, o diretor da Assurn afirmou que os supermercados potiguares não foram procurados previamente pelos movimentos sociais para discutir doações. “Nunca nos foi dito que esses movimentos nos procuraram através da associação ou da própria rede de supermercados no sentido de fazer esse tipo de pleito”, afirmou.

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