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Cidades

INSS amplia força-tarefa para acelerar benefícios e reduzir fila de espera

O Senado aprovou a ampliação da força-tarefa do INSS para acelerar a análise de benefícios e reduzir a fila de segurados que aguardam resposta  |  Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Publicado em 04/09/2026, às 07h03   Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil   Lavínia Manso

O Senado Federal aprovou nesta quinta-feira (3) a Medida Provisória 1.369/2026, que amplia a força-tarefa do Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB) para acelerar a análise de pedidos pendentes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e na Perícia Médica Federal. Como o texto não sofreu alterações em relação ao aprovado pela Câmara dos Deputados, a medida seguirá para promulgação.

A principal mudança é a ampliação do público atendido pelo programa. Além de processos relacionados à revisão de benefícios já concedidos, a iniciativa passará a priorizar novos pedidos de aposentadoria, auxílio-doença e outros benefícios previdenciários.

Com isso, segurados que ainda aguardam uma primeira resposta da Previdência Social poderão ser incluídos nas ações de análise acelerada. A medida busca diminuir o estoque de processos e reduzir o tempo de espera por uma decisão.

A nova regra também encurta o período necessário para que um processo entre no monitoramento especial e na força-tarefa formada por servidores. O prazo mínimo, que era de 45 dias, passa a ser de 30 dias.

Servidores terão pagamento extra por metas

O Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB) prevê ainda o pagamento extraordinário aos servidores que alcançarem as metas estabelecidas para análise e atendimento dos processos. A estratégia pretende ampliar a capacidade de resposta dos órgãos diante do volume de solicitações acumuladas.

A vigência do programa está prevista até 31 de dezembro de 2026. A extensão das medidas mantém a força-tarefa em funcionamento para acelerar tanto a análise de benefícios que já foram concedidos quanto de novos requerimentos.

A proposta foi aprovada inicialmente pela comissão mista do Congresso Nacional na terça-feira (1º). A relatoria ficou sob responsabilidade da senadora Zenaide Maia, do Partido Social Democrático do Rio Grande do Norte (PSD-RN).

Depois da aprovação na comissão, o texto passou pela Câmara dos Deputados e, nesta quinta-feira (3), recebeu o aval do Senado Federal. Como os senadores não fizeram mudanças na versão aprovada pelos deputados, não será necessária uma nova análise pela Câmara.

Medida foi aprovada antes do fim da validade

A votação ocorreu antes do prazo final de validade da medida provisória, previsto para 16 de outubro. Com a aprovação do Congresso Nacional, o governo poderá manter as ações destinadas a acelerar a análise dos processos previdenciários.

A expectativa é que a ampliação do programa beneficie principalmente segurados que aguardam há semanas ou meses por uma resposta sobre pedidos de aposentadoria, auxílio-doença e outros benefícios.

A redução do prazo para inclusão no monitoramento especial também deverá permitir que mais processos sejam incorporados à força-tarefa. A medida faz parte da estratégia para diminuir o número de solicitações acumuladas e dar maior agilidade ao atendimento dos segurados.

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