Cidades
Publicado em 17/04/2026, às 09h12 Joana Lima Elí Bernardo
O atendimento para as gravidas do município de São José de Mipibu e municípios da região pode ficar comprometido a partir desta sexta-feira (17).
Isso porque, os servidores e servidoras da Maternidade Monsenhor Antônio Barros, em São José de Mipibu, estão sem alimentação devido à greve dos trabalhadores e trabalhadoras da JMT, empresa terceirizada responsável pelo fornecimento de refeições na unidade.
A denuncia foi feita pelos próprios servidores ao Sindicato dos Trabalhadores em Saúde (Sindsaúde-RN).
A diretora do Centro de Saúde da unidade Edith, falou sobre a situação.
Venho mais uma vez eu venho aqui relatar a todos a situação que se encontra os funcionários de Monsenhor Antônio Barros. Então devido à greve da JMT que foi deflagrada hoje, então os funcionários estão sem alimentação, estamos sem café da manhã, sem almoço e sem a janta. Infelizmente nós temos que tirar do nosso bolso mais uma vez para pagar nossa alimentação, porque não tem como trabalhar com fome, lamentou a diretora.
"Então a gente pede que a governadora, que o dono da JMT se posicione, porque todo mês acontece isso", cobrou Edith.
A greve dos terceirizados da JMT iniciou nesta quinta-feira (16).A mobilização ocorre em razão do não pagamento dos salários por parte da empresa, que, segundo informações, também não recebeu os repasses do Governo do Estado.
Atualmente, a alimentação está sendo garantida apenas para pacientes e seus acompanhantes.
Paralelo isso, há registro de desperdício de alimentos na cozinha da maternidade, com o descarte de itens que sobraram após a refeição do café da manhã dos pacientes e acompanhantes.
A situação não é isolada e vem se repetindo, sem que o Governo do Estado ou a Sesap apresentem uma solução definitiva.
Segundo o Sindsaúde/RN, o problema evidencia os impactos negativos da terceirização no serviço público, resultando na precarização tanto dos serviços quanto das condições de trabalho dos profissionais, que acabam cumprindo plantões sem alimentação adequada.
Por isso, o Sindsaúde/RN exige da governadora Fátima Bezerra (PT) uma solução imediata para o problema, ou a implementação de um protocolo padrão para situações semelhantes.
Os trabalhadores e trabalhadoras da saúde merecem respeito, sendo inadmissível que exerçam suas funções em condições tão precárias. Garantir alimentação é assegurar um direito básico e condições dignas de trabalho, o que não pode ser negligenciado", disse o Sindsaúde ao BNews Natal.