Cidades
Publicado em 29/09/2026, às 08h49 Valter Campanato/Agência Brasil Elí Bernardo
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) deve julgar nesta terça-feira (29), a partir das 14h30, a legalidade da greve nacional dos funcionários da Caixa Econômica Federal, que também atinge agencias do Rio Grande do Norte. O dissídio coletivo foi levado à Justiça pelo banco, que pediu o reconhecimento da abusividade da paralisação.
Em decisão liminar, o ministro Maurício Godinho mandou que os trabalhadores mantenham pelo menos 60% do efetivo em atividade, considerando que os serviços bancários são essenciais. A medida, no entanto, preservou o direito de greve da categoria. No caso de descumprimento do efetivo mínimo, foi estabelecida multa de R$ 100 mil por entidade representativa dos trabalhadores.
A paralisação teve início em 10 de setembro e tem como principal ponto de divergência as mudanças propostas para o plano de saúde. Os funcionários argumentam que os reajustes e as novas regras podem comprometer o ganho salarial adquirido pela categoria, que foi de 0,6% acima da inflação.
Em nota enviada a imprensa, a Caixa afirmou que tem buscado uma solução institucional para o impasse e que “cumprirá integralmente as determinações que vierem a ser estabelecidas pela Justiça do Trabalho”.
O que a Caixa pediu ao TST
Além do reconhecimento da abusividade da greve e da possibilidade de desconto dos dias parados, a Caixa pediu ao TST a adoção de medidas para impedir protestos e garantir o acesso de empregados, clientes, bens e valores às agências, centros de tecnologia e unidades de tesouraria.
Greve prologada no RN
Os bancários da Caixa Econômica Federal decidiram manter a greve no Rio Grande do Norteapós rejeitarem uma nova proposta apresentada nas negociações com o banco. A decisão foi tomada na quarta-feira (23), e a paralisação continua sem previsão de encerramento.