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Publicado em 08/04/2026, às 12h04 Canindé Soares Redação
A preservação do manguezal localizado às margens da BR-226, na Zona Oeste de Natal, entrou no centro das ações da Prefeitura, que iniciou a construção de um plano técnico voltado ao ordenamento e proteção da área.
A iniciativa foi discutida em uma reunião estratégica realizada na terça-feira (7), reunindo diferentes órgãos municipais e representantes da União, em um esforço conjunto para enfrentar os impactos da ocupação irregular na região.
Integração entre secretarias busca frear degradação ambiental
O encontro foi liderado pela Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) e contou com a participação de áreas diretamente envolvidas na gestão territorial e social, como habitação, assistência social e infraestrutura.
A proposta é alinhar ações para conter o avanço desordenado sobre a Zona de Proteção Ambiental 8 (ZPA-8), considerada uma das áreas mais sensíveis do ponto de vista ecológico na capital.
Nos últimos meses, a Semurb tem intensificado operações na região, com foco em coibir práticas ilegais que vêm comprometendo o equilíbrio ambiental.
Entre os principais problemas identificados estão:
- Ocupações irregulares em áreas de preservação permanente
- Desmatamento e supressão de vegetação nativa
- Descarte inadequado de resíduos
- Lançamento irregular de esgoto na drenagem
Essas ações têm como objetivo reduzir danos ao solo, proteger o rio Potengi e evitar o agravamento da degradação ambiental.
Estudo técnico vai orientar regularização e uso do território
A elaboração de um estudo técnico é considerada peça-chave para definir as próximas etapas de intervenção na área. O material deverá subsidiar medidas de regularização fundiária e disciplinar a ocupação do território.
De acordo com a legislação ambiental brasileira, especialmente o Código Florestal, áreas de preservação permanente devem ser mantidas intactas, garantindo a conservação dos recursos naturais e da biodiversidade.
Prefeitura quer conter avanço irregular e evitar novos impactos
Segundo o secretário de Meio Ambiente, Thiago Mesquita, o trabalho integrado entre as secretarias é essencial para impedir a continuidade das ocupações irregulares e reduzir os impactos já existentes.
Estamos trabalhando de forma integrada com todas as secretarias para preservar esse ecossistema. Vamos conter o avanço das ocupações irregulares, combater o descarte inadequado de resíduos e garantir a proteção do manguezal”, afirmou.
Manguezal do Potengi é estratégico para equilíbrio ambiental
O ecossistema localizado no estuário do rio Potengi tem papel fundamental na dinâmica ambiental da cidade.
Além de funcionar como berçário para diversas espécies marinhas, a área atua na contenção de erosões e na redução de impactos de enchentes.
Diante da pressão urbana crescente na região, a preservação do manguezal passou a ser tratada como prioridade pela gestão municipal, que busca agora estruturar ações mais efetivas e permanentes de proteção.