Cidades
Publicado em 27/05/2026, às 07h40 Concita Alves Elí Bernardo
Em meio as discussões e andamento do projeto da escala 6x1, acontece em Natal um protesto nesta quarta-feira (27) em defesa da mudança na jornada de trabalho.
A informação foi divulgada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT). A manifestação está marcada para as 15h, na calçada do Midway Mall, e faz parte de uma mobilização nacional que busca pressionar o Congresso Nacional pela aprovação da redução da jornada de trabalho.
A luta por uma jornada justa e por mais qualidade de vida entrou em uma semana decisiva na Câmara Federal. Segundo a CUT, em todo o país, os movimentos sindicais e sociais estão ocupando as ruas para exigir o fim da escala 6x1, sem transição.
O objetivo é garantir a redução do limite da jornada semanal para 40 horas e a mudança da escala para 5 dias de trabalho com 2 dias de descanso remunerado", disse o anúncio da CUT.
Em Natal, o ato é realizado pela Frente Brasil Popular, Frente Povo Sem Medo, CUT-RN, CTB, CSP-Conlutas, Intersindical, Pública, além de movimentos sociais, estudantis, partidos políticos e mandatos populares.
Para o presidente da CUT-RN,Irailson Nunes, o caráter humanitário da pauta e convoca a população para somar forças na atividade:
O fim da escala 6x1 não é apenas uma demanda trabalhista, mas uma necessidade urgente para garantir a saúde mental, o bem-estar e a dignidade de quem move o país. A classe trabalhadora precisa de tempo para viver, estudar e conviver com suas famílias".
"Reduzir a jornada sem redução salarial é perfeitamente viável e humaniza o mercado de trabalho. Convocamos a classe trabalhadora, as famílias e o povo de Natal para participar do ato nesta quarta (27), no Midway", disse Iranilson.
Contraponto a escala 6x1 no RN
Há uma expectativa que a redução na jornada de trabalho tenha impacto de maneira direta na vida de 432.960 trabalhadores no Rio Grande do Norte.
Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego, esse é o número de potiguares que atualmente cumprem a carga horária máxima permitida e poderão ter redução no expediente sem perda salarial.
No Rio Grande do Norte, os principais setores afetados devem ser os de comércio, serviços, logística e indústria, áreas que concentram grande parte dos profissionais submetidos às jornadas mais extensas.